B3 questiona Oi a respeito de oscilações no mercado de ações

B3 vê movimentação atípica, com desvalorização de 20% nas ações da Oi e aumento no volume de vendas. Empresa diz que prováveis motivos são conhecidos.

(crédito: Freepik)

A Oi S.A. – Em Recuperação Judicial respondeu que não há fatos novos que justifiquem as oscilações atípicas registradas em suas ações ordinárias (OIBR3) entre os dias 9 e 22 de julho de 2025, a questionamento enviado pela B3. Em comunicado divulgado hoje, 24 de julho, a companhia afirmou que os eventos relevantes que poderiam impactar os papéis já foram amplamente divulgados ao mercado.

O questionamento da B3 à Oi se deu após variações expressivas de preços e volumes negociados. No período analisado, o papel oscilou de R$ 0,59 (em 9 de julho) para R$ 0,47 (em 22 de julho), acumulando queda de 20,3%. O volume financeiro negociado no dia 22 superou R$ 5,6 milhões, mais que o dobro da média da semana anterior. Apenas nesse dia, foram registrados 3.471 negócios e mais de 11,8 milhões de ações negociadas.

Fatores apontados pela companhia

Como possíveis justificativas para a movimentação, a Oi mencionou quatro fatos já públicos:

  • Proposta de aditamento ao Plano de Recuperação Judicial, que envolve a própria companhia e suas subsidiárias internacionais — Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A. — e será submetida à deliberação em Assembleia Geral de Credores.
  • Pedido de recuperação judicial de subsidiárias operacionais: Serede – Serviços de Rede S.A. e Brasil Telecom Call Center S.A. formalizaram seus próprios pedidos de RJ, conforme já informado ao mercado.
  • Requerimento de encerramento dos processos de Chapter 15 nos Estados Unidos e cessação dos efeitos da decisão de março de 2023 que reconhecia o processo de RJ brasileiro como principal para fins de jurisdição internacional.
  • Análise contínua de alternativas de reestruturação, inclusive com possibilidade de adoção de medidas em outras jurisdições, como parte da tentativa de equacionar sua atual situação financeira.

A Oi reiterou à B3 que qualquer decisão futura será comunicada ao mercado, conforme as regras de divulgação estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela B3.

O processo de recuperação judicial da Oi foi iniciado em 2016 e, desde então, tem passado por sucessivas fases de renegociação e reestruturação, tanto no Brasil quanto no exterior. A assembleia que votará o aditamento mais recente proposto ao plano ainda não teve data divulgada.

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Rafael Bucco

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