AWS e Azure acirram disputa global enquanto IA generativa pressiona infraestrutura de nuvem
AWS e Azure seguem quase empatadas na liderança da nuvem, enquanto IA generativa ganha força e amplia demandas por infraestrutura.

A pesquisa global “2025 State of the Cloud”, realizada pela Flexera e distribuída no Brasil pela SC Clouds com apoio da AbraCloud, aponta que AWS e Microsoft Azure permanecem em disputa acirrada pela liderança em nuvem pública.
Entre grandes empresas, o Azure é utilizado por 81% e a AWS por 79%, mas a AWS mantém vantagem entre médias empresas (53% contra 29% da Azure). O Google Cloud Platform ocupa a terceira posição, com 46% das organizações, grandes e médias, rodando ao menos parte de suas cargas de trabalho na plataforma.
O levantamento mostra que a adoção da nuvem pública atingiu um ponto de equilíbrio, com mais da metade das cargas de trabalho de grandes e médias empresas hospedadas em provedores públicos. Apesar de 21% das cargas terem sido repatriadas para ambientes próprios no último ano, o saldo líquido segue positivo para a nuvem.
O relatório destaca que 83% das organizações já utilizam ou testam IA generativa em alguma medida — um crescimento expressivo em relação ao ano anterior, quando o uso (mesmo que limitado) era de 47%. Apenas 1% dos entrevistados declarou não utilizar a tecnologia.
A expansão da IA generativa pressiona a demanda por infraestrutura, aumentando o uso de serviços de data warehouse e de PaaS voltados a inteligência artificial e aprendizado de máquina. Entre grandes empresas, 76% já utilizam data warehouse na nuvem, contra 67% no ano anterior. A tendência é de alta, à medida que a IA generativa se integra a produtos e serviços corporativos, exigindo maior capacidade de processamento e armazenamento.
O estudo foi baseado em entrevistas com 759 tomadores de decisão e usuários de nuvem no mundo, abrangendo organizações de diferentes portes e setores.
MSPs
Segundo o relatório, 60% das organizações utilizam provedores de serviços gerenciados (MSPs) para administrar ao menos parte de suas cargas de trabalho em nuvem pública. O percentual representa alta sobre o ano anterior, impulsionada principalmente pelo avanço entre médias empresas, que passaram de 36% para 48% de adoção.
O estudo aponta que a delegação para MSPs está ligada à busca por especialização e à complexidade crescente da gestão de ambientes multicloud e híbridos. Ao transferir parte da administração para terceiros, empresas conseguem direcionar suas equipes internas para atividades estratégicas, como o desenvolvimento de produtos e serviços.
O relatório também observa que o gerenciamento de licenças de software está cada vez mais integrado à atuação dos MSPs, já que muitas organizações concentram a contratação de serviços e licenças com um mesmo fornecedor. A pesquisa reforça que a terceirização da gestão de nuvem via MSPs deve continuar crescendo, acompanhando o aumento das cargas de trabalho hospedadas em provedores públicos e a maturidade das práticas de FinOps.




