Algar fortalece operação regional e recoloca B2B em trajetória de crescimento
Algar encerrou 2025 com avanço de 3,9% na receita líquida, retomada do crescimento do mercado corporativo, reforço da gestão por regiões e melhora de margem, geração de caixa e alavancagem.

A Algar encerrou 2025 com receita líquida de R$ 2,93 bilhões, crescimento de 3,9% sobre os R$ 2,82 bilhões de 2024, em um ano em que a companhia reforçou sua estrutura regional, retomou a expansão do mercado B2B e melhorou seus indicadores operacionais e financeiros. Segundo a empresa, o segmento corporativo voltou a crescer após um período de estabilidade, enquanto a operação passou a combinar a gestão por segmentos com maior peso da atuação geográfica.
A receita do B2B cresceu 1,9% no acumulado do ano, enquanto o B2C avançou 7,9%. No quarto trimestre, a receita do B2B teve alta de 2,3%, segundo a administração. Foi o maior crescimento do segmento corporativo nos últimos três anos.
Na reorganização comercial, a Algar informou que passou a reforçar uma estrutura matricial. Além da segmentação por atacado, corporativo, pequenas e médias empresas e varejo, a operadora ampliou o peso da gestão local. A empresa opera hoje com cinco regionais, subdivididas por capitais e estados, com lideranças locais responsáveis por indicadores de vendas, satisfação do cliente e desempenho operacional.
Estratégia local e foco em soluções
Segundo Luiz Alexandre Garcia, CEO da companhia, a regionalização busca aproximar o atendimento das características de cada mercado. “A gente quer trazer esse atendimento local e empoderando cada vez mais os nossos gerentes regionais, para que ele possa atender melhor os nossos clientes e identificar também as oportunidades e os desafios locais”, afirmou ao Tele.Síntese.
Ao mesmo tempo, a companhia vem reposicionando sua atuação para ampliar a oferta de soluções, embora a conectividade siga como principal fonte de receita. “Nós ainda temos como principal fonte, obviamente, a venda de conectividade, mas nós estamos preparando para que a Algar seja uma empresa de venda de soluções”, disse o CEO.
A proposta é ampliar a venda de produtos adicionais para diferentes perfis de clientes, incluindo segurança, backup em nuvem, data center e pacotes convergentes no varejo.
Margens sobem e caixa cresce
No balanço de 2025, divulgado nesta quinta-feira, 12, o EBITDA contábil da Algar foi de R$ 1,20 bilhão, ante R$ 980 milhões no ano anterior. O EBITDA ajustado somou R$ 1,21 bilhão, contra R$ 851 milhões em 2024.
Com isso, a margem EBITDA contábil subiu de 34,7% para 41,1%, e a margem EBITDA ajustada avançou de 30,2% para 41,4%. A companhia atribuiu os ajustes a efeitos não recorrentes como venda de imóveis, sucata de cobre, ativo relacionado a cabo submarino em 2024 e baixa contábil de imobilizado em 2025.
A geração de caixa também avançou. O free cash flow after leasing foi de R$ 439 milhões, acima dos R$ 255 milhões de 2024. Já a alavancagem caiu de 2,87 vezes para 2,28 vezes.
O capex totalizou R$ 469 milhões em 2025, ante R$ 629 milhões no ano anterior. A relação entre capex e receita líquida caiu de 22,3% para 16%. “Isso demonstra aumento da eficiência”, afirma Garcia.
Apesar da melhora operacional, a Algar ainda registrou novo prejuízo de R$ 197 milhões em 2025. Ainda assim, houve redução de R$ 134 milhões frente ao resultado negativo de 2024.
Clientes e digitalização
A Algar terminou 2025 com 190,2 mil clientes B2B e 1,16 milhão de clientes B2C, totalizando cerca de 1,35 milhão de clientes. No varejo e no segmento de micro e pequenas empresas, a operadora informou que 532 mil clientes, de um universo de 1.248.694, já usam a plataforma digital da companhia, o equivalente a 43% da base.
Garcia afirmou que a empresa vem investindo muito no atendimento digital, inclusive com uso de agentes de inteligência artificial. Segundo ele, a estratégia responde a uma demanda do consumidor final por canais remotos. No B2B, porém, permanece o foco em atendimento consultivo.


