Agilidade operacional e gestão de segurança motivam migração para nuvem, diz Cisco

Com base em entrevistas com líderes de TI, pesquisa indica que 78% das empresas planejam hospedar mais de 40% das cargas de trabalho na nuvem até 2025
Ganho de agilidade é um dos principais motivos da migração para a nuvem, aponta pesquisa da Cisco
Migração de mais de 40% das cargas de trabalho para a nuvem está nos planos da maioria das empresas, mostra Cisco (crédito: Freepik)

Em alta, a migração de aplicações e serviços para a nuvem deve mudar a forma como boa parte das empresas realiza as suas operações. Pesquisa da Cisco mostra que 78% dos líderes de TI afirmam que as companhias para as quais atuam planejam hospedar mais de 40% de suas cargas de trabalho na nuvem até 2025.

Além disso, os ambientes de multinuvem são os mais cobiçados. Segundo os entrevistados, as principais motivações por trás desse movimento são a obtenção de um ecossistema mais ágil (42%), o gerenciamento da segurança (42%), a oferta de melhores serviços e aplicativos (41%) e o ganho de agilidade nos negócios (40%).

No entanto, entre os principais riscos, mais da metade dos profissionais de TI (51%) aponta a segurança cibernética, enquanto 39% citam o aumento do trabalho remoto.

“O usuário saiu da empresa e as aplicações também. As ferramentas tradicionais de segurança, de certa forma, deixaram de existir”, explica Renier Souza, diretor de Engenharia da Cisco Brasil. “Por isso, o principal desafio, para muitos entrevistados, é gerenciar cargas de trabalho remotas”, acrescenta, em entrevista ao Tele.Síntese.

O estudo, intitulado Relatório de Tendências Globais de Rede 2023, ainda aponta que, apesar do ritmo acelerado em direção à nuvem, a infraestrutura local continua sendo importante para a maioria das empresas. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados dizem que a maior parte de suas cargas de trabalho ainda é implantada na rede local. Daqui a dois anos, o percentual deve cair para 38%.

Gerenciamento

O gerenciamento de ponta a ponta é citado como uma das tarefas mais complexas pelos líderes de TI ouvidos pelo estudo. Nesse sentido, Souza destaca que as ferramentas mais buscadas, na atualidade, são de visibilidade e automação – soluções que facilitam a identificação de eventuais problemas de acesso à nuvem por meio de dispositivos móveis e a distância.

“Uma das grandes armadilhas dos times de TI é a falta de visibilidade. Será que o problema está na sua rede, no seu provedor, no seu WiFi? Às vezes, é a aplicação. Então, gasta-se muita energia e muito tempo até descobrir a falha”, explica o diretor da Cisco.

Souza também pontua que o trabalho híbrido aumentou consideravelmente os desafios das equipes de TI, principalmente no que diz respeito à visibilidade e segurança.

“Era muito mais fácil quando todos estavam no escritório. Agora, se uma empresa tem 100 funcionários, ela tem 100 escritórios. E a TI vai continuar sendo questionada sobre a funcionalidade das aplicações”, pontua.

Por fim, Souza salienta que as empresas não devem migrar para a nuvem esperando redução de custos. “É errado imaginar que se vai reduzir custos lá. É melhor pensar que, embora aumente a despesa operacional, ganha-se em agilidade e competitividade”, assevera.

A pesquisa da Cisco foi feita com 2.500 líderes de TI em 13 países, incluindo o Brasil.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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