ABES alerta para impacto indireto de tarifas dos EUA sobre inovação tecnológica no Brasil

Entidade cobra solução diplomática e afirma que tarifas podem comprometer digitalização em setores estratégicos

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A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) manifestou, nesta quarta-feira, 31 de julho, preocupação com a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos a centenas de produtos brasileiros. Embora o setor de software e serviços de tecnologia da informação não esteja incluído diretamente na nova lista tarifária, a entidade aponta efeitos colaterais relevantes sobre a cadeia produtiva da inovação no país.

Segundo a associação, os aumentos tarifários têm potencial de reduzir receitas de indústrias exportadoras como carnes, café, soja e manufatura. Como essas empresas são grandes consumidoras de soluções tecnológicas e contratantes de serviços digitais, o desaquecimento nesses segmentos pode resultar em retração nos investimentos em inteligência artificial, automação e digitalização de processos produtivos.

“Ainda que o impacto direto sobre o setor de software seja limitado, o efeito indireto sobre nossos clientes e sobre o ambiente de negócios é relevante e preocupante”, afirmou a ABES, em nota oficial. A entidade destacou que o Brasil vive um momento estratégico de transformação digital, que exige estabilidade regulatória e estímulo ao investimento em inovação.

A associação também defendeu uma abordagem diplomática para resolver o impasse das tarifas. “Temos atuado em diálogo constante com o governo brasileiro, sobretudo com o ponto focal na negociação, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reforçando a necessidade de evitar escaladas comerciais e retaliações que possam agravar ainda mais o cenário”, pontuou a entidade.

Com cerca de 2 mil empresas associadas, a ABES representa aproximadamente 80% do faturamento do setor de software e serviços no país. Em 2024, o setor movimentou R$ 103 bilhões, com mais de 260 mil empregos diretos, segundo dados da própria entidade.

A ABES reforçou a importância de garantir condições para que empresas, sobretudo micro e pequenas, mantenham sua competitividade. “Seguiremos atentos e atuantes na interlocução com os setores público e privado, em defesa de um ambiente de negócios mais estável, moderno e justo para o setor de tecnologia da informação e para toda a economia brasileira”, finalizou a nota. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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