WDC aposta no crescimento das redes privativas em 2024

Distribuidora acredita que redes 4G e 5G privadas devem despontar no próximo ano; empresa também vai ampliar a oferta de produtos de telecom por meio de uma parceria com a Huawei
WDC deve reforçar as operações para redes privativas 4G e 5G em 2024
Bruno Rigatieri, diretor comercial da WDC Networks; entrar com mais força no campo das redes privativas está nos planos da distribuidora (crédito: Divulgação/WDC)

Para contornar o desaquecimento do mercado de infraestrutura de banda larga, a WDC Networks tem algumas apostas para 2024. A distribuidora mira se estabelecer como fornecedora de equipamentos e soluções para redes móveis privativas, vertical que acredita que despontará no ano que vem.

Por meio de uma parceria recém-firmada com a Huawei, a companhia também planeja ampliar o portfólio de produtos para os segmentos corporativo, o grande destaque do ano corrente, e de provedores, que deve ter uma nova dinâmica daqui para a frente.

“2023 foi um ano desafiador para o mercado de distribuição de telecom”, diz Bruno Rigatieri, diretor comercial da WDC Networks, em entrevista ao Tele.Síntese. No entanto, ele assinala que outros segmentos apontam tendências positivas para o ano que vem.

Em agosto, a distribuidora, em parceria com a Nokia, forneceu equipamentos para a instalação de uma rede 5G privativa na Usina Hidrelétrica de Itaipu. A experiência considerada bem-sucedida fez com que a empresa resolvesse direcionar mais esforços para esse tipo de instalação.

“Faz parte dos planos que temos para o ano que vem. Já temos outros negócios sendo comercializados para 5G privado com a Nokia, o que pode nos ajudar a alavancar esse mercado”, destaca Rigatieri.

O executivo ainda diz que, nesta vertical, a empresa não deve se limitar à quinta geração móvel, mas também trabalhar com equipamentos para 4G privado.

“Essas redes privadas são soluções muito interessantes para a indústria e o agro. Vemos como uma boa avenida de crescimento”, frisa.

ISPs

Na avaliação de Rigatieri, chegou o momento de a WDC, assim como outras distribuidoras, mostrar aos provedores de serviços de internet (ISPs) que são mais do que “movedoras de caixas”. Com isso, a partir de agora, a estratégia passa por ofertar produtos que possam enriquecer a oferta dos prestadores de banda larga.

A empresa começou a tomar esse caminho ao selar uma parceria com a Huawei, no sentido de ter acesso a todo o portfólio da fabricante para telecomunicações – de GPON a roteadores de WiFi 6. A distribuidora também terá em seu catálogo a linha eKit, composta de equipamentos para pequenas e médias empresas (PMEs).

“Estamos em um momento de renovação de tecnologia no cliente final. A construção de rede não deve mais ter um volume tão grande [de pedidos] como a atualização do parque tecnológico”, conjectura Rigatiere, mencionando que as vendas de pontos de acesso de WiFi 6 estão começando a acelerar no País.

Contudo, enquanto o segmento de provedores reduz o ritmo de negócios, a distribuidora tem colhido os frutos dos investimentos no setor corporativo. “Tivemos bons resultados, inclusive em segurança, cibersegurança e áudio e vídeo profissional”, ressalta.

Do ponto de vista operacional, a novidade será a mudança de escritório prevista para 2024. A WDC deve ocupar um espaço em São Paulo mais receptivo aos clientes, com instalações para treinamentos e demonstrações de soluções inovadoras.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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