Vivo vai dobrar valor com recompra de ações em 2024

A Vivo reiterou o compromisso de ampliar a remuneração dos acionistas com distribuição de dividendos, recompra de ações, juros sobre capital e redução de capital

LOJA VIVO - IBIRAPUERA - CRÉDITO DIVULGAÇÃO VIVO

A Vivo busca a valorização no mercado por meio da recompra de ações, redução de capital, além da distribuição de dividendos e dos juros sobre capital. A empresa pretende elevar a remuneração aos acionistas pelos próximos três anos, e distribuir valores superiores a 100% do lucro líquido.

A companhia avisou hoje ao mercado que vai dobrar a recompra de ações no mercado neste ano e no próximo. Em 2023 a companhia gastou cerca de R$ 500 milhões em recompras. Para 2024, vai dispender R$ 1 bilhão, informou David Melcon, CFO da companha, durante o Vivo Day – evento realizado em São Paulo para analistas de mercado e imprensa. As compras se darão aos poucos, até 5 de março de 2025. O preço pago por ação será de mercado.

Foram contratadas para intermediar a recompra de ações da Vivo as corretoras de Bradesco, BTG Pactual Corretora; Itaú; Santander; e XP Investimentos.

A distribuição acima do lucro não é uma novidade na companhia. Em 2020, a Vivo distribuiu 122% do resultado aos acionistas. Em 2022, foram incríveis 169%.

A medida ajuda na valorização dos papéis, uma vez que torna a ação mais atraente para carteiras focadas em dividendos. Mas também contribui para elevar a remessa ao Grupo Telefónica, na Espanha, controlador da companhia e que ao final de 2023 tinha um endividamento de € 28 bilhões.

Redução de capital

Outro plano que será colocado em ação, e que não deve ser confundido com a recompra, é a redução de capital. A companhia vai retirar de circulação R$ 1,5 bilhões e ações.

Para tanto, vai pagar aos acionistas R$ 0,9 por ação em 10 de julho. O preço, porém, pode ser reajustado, para se equiparar ao que é pago no programa de recompra de ações.

A diferença fundamental da redução de capital é que a companhia vai comprar papeis em uma única parcela individualizada para cada acionista, na proporção de suas respectivas participações no capital. Ou seja, a empresa não vai ao mercado comprar de quem estiver disposto a vender, mas fará uma operação que manterá a participação acionária de todos os sócios na data ex-direitos, que será 10 de abril.

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Rafael Bucco

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