TIP Telecom vê impacto positivo da redefinição de áreas locais do STFC
TIP Brasil afirma ter reduzido em cerca de 60% os custos com infraestrutura e ampliado sua cobertura de 868 para 5.616 municípios após a consolidação das novas áreas locais do STFC.
A modernização das regras da telefonia fixa promovida pela Anatel já começa a produzir impactos operacionais no mercado. Com a redução do número de áreas locais do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) de 4.118 para apenas 67 em todo o país, operadoras digitais e provedores regionais passaram a operar com menos barreiras regulatórias e menores exigências de infraestrutura para expandir seus serviços.

A consolidação da nova regulamentação foi concluída em 21 de junho, com a implementação das mudanças no estado de São Paulo, último do calendário nacional definido pela agência reguladora. Na prática, ligações realizadas entre municípios pertencentes ao mesmo DDD deixaram de ser consideradas chamadas de longa distância, simplificando a discagem e reduzindo a complexidade operacional do serviço.
A TIP Brasil, operadora digital especializada em soluções white label para provedores de internet (ISPs), divulgou nesta semana os primeiros números relacionados aos impactos da mudança regulatória em sua operação. Segundo a empresa, sua cobertura nacional passou de 868 para 5.616 municípios, crescimento de 647%, enquanto os custos com infraestrutura foram reduzidos em aproximadamente 60%.
Além disso, a companhia diminuiu de 82 para 33 o número de Pontos de Presença (POPs) necessários para sustentar a operação da telefonia fixa digital no país, alcançando cerca de 96% de cobertura do território nacional.
“Do ponto de vista financeiro, o quadro é de equilíbrio. Conseguimos reduzir drasticamente os custos operacionais e ampliamos significativamente as oportunidades de expansão de receita para os provedores regionais em todo o território nacional”, afirma André Telles, CEO da TIP Brasil.
Menos infraestrutura, mais cobertura
Segundo a companhia, a principal mudança proporcionada pela nova regulamentação foi a simplificação da infraestrutura necessária para a oferta de telefonia fixa.
Anteriormente, a operação do STFC exigia estruturas específicas em um número significativamente maior de localidades, além de processos regulatórios e técnicos mais complexos para expansão da cobertura. Com a consolidação das áreas locais, tornou-se possível ampliar a abrangência do serviço utilizando uma infraestrutura mais enxuta.
“Antes precisávamos manter uma estrutura específica em praticamente cada localidade para disponibilizar nossos serviços. Agora conseguimos expandir nossa cobertura utilizando uma infraestrutura muito menor. Isso reduz custos, simplifica a operação e permite que nossos parceiros cresçam com muito mais agilidade”, afirma Raphael Pavão, CTO da TIP Brasil.
De acordo com a empresa, a redução do número de áreas locais também acelerou o processo de ativação de novos municípios. Operações que anteriormente poderiam levar meses — ou até mais de um ano, dependendo das etapas regulatórias e de interconexão necessárias — passaram a ser implementadas de forma significativamente mais ágil.
Modernização do STFC
A revisão promovida pela Anatel faz parte do processo de modernização da regulamentação da telefonia fixa no Brasil. O novo modelo aproxima as regras do STFC da realidade atual das redes IP e do comportamento dos usuários, para os quais a distinção entre chamadas locais e de longa distância tornou-se cada vez menos relevante.
Na avaliação da TIP Brasil, a mudança também fortalece o papel dos provedores regionais de internet, que podem ampliar sua atuação na oferta de serviços de telecomunicações utilizando estruturas operacionais menores e custos reduzidos.
“A atualização regulatória aproxima a norma da realidade atual do setor. Ao simplificar processos e reduzir barreiras técnicas, cria-se um ambiente mais favorável à inovação, fortalecendo o papel dos provedores regionais ao disponibilizar produtos e serviços mais acessíveis e de maior qualidade aos seus clientes na ponta”, avalia Telles.
Embora a nova dinâmica tarifária tenha reduzido parte das receitas provenientes das chamadas de longa distância, que passaram a ser classificadas como chamadas locais em diversas regiões do país, a empresa afirma que os ganhos operacionais compensaram esse impacto.
Segundo Luciano Lucietto, head de Telefonia Fixa da TIP Brasil, a combinação entre redução de custos, expansão da cobertura e maior velocidade na ativação de novas localidades permitiu equilibrar os efeitos financeiros da mudança regulatória.
“Houve um ajuste natural nas receitas com a mudança da tarifação, mas conseguimos compensar esse impacto ampliando nossa cobertura, reduzindo custos operacionais e oferecendo um portfólio cada vez mais completo aos nossos parceiros”, afirma.
Oportunidade para os ISPs
A simplificação regulatória tende a beneficiar especialmente os provedores regionais de internet, que utilizam plataformas white label para complementar sua oferta de serviços. Além da telefonia fixa digital, soluções como telefonia móvel virtual (MVNO), PABX virtual, portabilidade numérica, números 0800 e serviços de valor agregado passam a ser disponibilizadas em uma área geográfica muito maior com menor complexidade operacional.
Para a TIP Brasil, o principal legado da modernização do STFC é a redução das barreiras de entrada e expansão do serviço.
“Quando a operação se torna mais simples e eficiente, todo o ecossistema ganha. Os provedores conseguem crescer com mais velocidade, ampliar sua competitividade e oferecer soluções mais completas aos clientes. No fim, empresas e consumidores são beneficiados com serviços mais acessíveis, modernos e eficientes”, conclui o CEO. (Com assessoria de imprensa)




