Correção: TIM conta com banda larga fixa para mercado crescer 6% ao ano

A operadora defende o leilão da 3,5 GHz, mesmo sem a 5G

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Notícia atualizada às 17 horas

Rio de Janeiro – A TIM está convencida de que em curto prazo não há qualquer expectativa de que a Internet das Coisas (IoT) seja explorada com base na tecnologia 5G. Mas isso não impede de a empresa defender a venda faixa de 3,5 GHz, que está em estudos pela Anatel. “Defendemos o uso da frequência de 3,5 GHz, independente da tecnologia”, afirmou Marcos Vassali, diretor da operadora em evento sobre 5G no Rio de Janeiro.

Conforme o executivo, embora as novas padronizações estejam apontando caminhos mais claros sobre a 5G, ainda há muitos desafios a ser superados, entre eles, a harmonização do espectro, a padronização dos equipamentos e o próprio modelo de negócios da nova tecnologia. “Há muitas aplicações de IoT que não precisam de 5G”, afirmou Vassali.

E nos planos da empresa, o avanço da LTE na faixa de 700 MHz  e o reposicionamento no mercado – deixando de ser uma operadora de celular que disputava pelo preço, para se tornar empresa que disputa pela qualidade do serviço – continuam a prevalecer. Além da expansão da LTE, a operadora aposta no avanço da banda larga fixa para manter a meta de crescer 6% ao ano até 2020. Segundo a assessoria de imprensa, as metas de banda larga fixa apresentadas no evento pelo executivo,  de crescimento de 6% ao ano, referem-se ao mercado brasileiro, e não à operadora.

Segundo Vassali, as duas tecnologias usadas pela TIM na banda larga fixa – a WTTX (wireless) e a FTTx (fibra óptica) – estão potencializando o crescimento da rede fixa de banda larga. “O WTTX está direcionado para os subúrbios e cidades menores, como uma forma de otimizar os investimentos da 4G na 700 MHz”, concluiu.

Espectro

Segundo Jose Otero, diretor da 5G Américas para a América Latina e Caribe, a alocação de mais espectro pelas agências reguladoras latinas é crucial para satisfazer a demanda incremental de tráfego que virá com a quinta geração. E ele aponta que a região ainda está muito defasada na destinação de mais banda. Embora o Brasil seja o melhor colocado – com 997 MHz destinados ao serviço móvel celular (nem todas as faixas estão ocupadas com o serviço), as operadoras irão precisar de mais banda.

A jornalista viajou a convite da Huawei, para o 5G Latin América 2018

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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