Testes mostram limitações do 5G Sub 6 GHz e mmWave na indústria

Relatório técnico aponta que uso da faixa de 26 GHz é inviável para escala industrial atualmente, por ter soluções ‘imaturas’. Já frequências mais baixas só são efetivas no uso SA.

Testes mostram limitações do 5G Sub6Gz e mmWave

Relatório sobre o teste do projeto Open Lab 5G WEG-V2COM, divulgado nesta quinta-feira, 24, mostram que há limitações do 5G Sub 6 GHz e mmWave em aplicações industriais. A análise ocorreu a partir de testes da rede privativa 5G em seu Release 15. 

O teste do 5G Sub 6 GHz e do mmWave aconteceu em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com suporte técnico da Qualcomm, rede privativa mista (integrada) da Claro e infraestrutura da Nokia.

O documento mostra que o mmWave apresenta-se como uma solução interessante para aplicações de missão crítica onde serão necessárias alta capacidade de dados e baixíssima latência – abaixo de 1 milissegundo – para substituir a necessidade do uso de fibra óptica. No entanto, aponta três impasses:

  • O ecossistema – sobretudo de equipamentos – ainda não está disponível comercialmente;
  • Os custos de equipamentos – tanto de infraestrutura quanto de módulos e CPEs – é significativamente alto em relação ao sub-6GHz (5,2 vezes); 
  • A solução mmWave se encontra imatura 

O estudo conclui que “as características físicas esperadas do mmWave no seu âmbito de radiofrequência são verdadeiras e refletem as expectativas do 3GPP em relação a esta faixa de espectro”, no entanto, esta frequência “não é capaz de ser adotado em escala na indústria agora”, mas que “deve ser revisitado em 2023 esperando um maior amadurecimento”

“Para soluções móveis ou de necessidade de comunicação sem fio ele não possui diferencial em termos técnicos nem condições de mercado – custo e disponibilidade – para fazer frente às soluções disponíveis com 5G sub6GHz”, consta no relatório. 

5G Sub 6 GHz

Já o 5G Sub 6 GHz, os testes mostraram que a tecnologia está madura para adoção imediata em plantas fabris, no entanto, depende de um número significativo de pontos a serem conectados ou de casos de uso específicos que demandem tal rede. 

O relatório aponta que “as redes NSA possuem valores interessantes de conectividade, mas apresentam performance significativamente inferior a rede SA”.

As conclusões indicam ainda que os principais ofensores são custos de equipamentos de conectividade (CPE) e licença de uso para os equipamentos de rede, o que “deve se reduzir exponencialmente com a massificação de dispositivos e novos entrantes com tecnologias como o OpenRAN”.

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Carolina Cruz

Repórter com trajetória em redações da Rede Globo e Grupo Cofina. Atualmente na cobertura dos Três Poderes, em Brasília, e da inovação, onde ela estiver.

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