Telebras empossa Hermano Albuquerque e reforça papel na inclusão digital e soberania

Cerimônia em Brasília marcou a transição na presidência da estatal, com discursos do ministro das Comunicações, do presidente da Anatel e do novo dirigente.

A Telebras realizou, nesta quarta-feira, 21, em Brasília, a cerimônia de posse de Hermano Albuquerque como novo presidente da estatal, com a presença do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, do presidente da Anatel, Carlos Baigorri, além de conselheiros, executivos, colaboradores e representantes do setor.

Telebras posse

Prioridades do novo presidente

Ao assumir o cargo, Hermano Albuquerque afirmou reconhecer “a imensa responsabilidade” da função e disse que sua gestão buscará conciliar governança corporativa, planejamento, eficiência e foco em resultados. Em seu discurso, destacou que a infraestrutura de telecomunicações deve ser tratada como um pilar estratégico do desenvolvimento nacional, ao lado da saúde, da educação e da segurança pública.

O novo presidente enfatizou a missão da Telebras na universalização dos serviços, especialmente em municípios de pequeno porte e em áreas remotas. Ele citou ativos e projetos da empresa, como a rede de mais de 30 mil quilômetros de fibra óptica, o satélite geoestacionário, o programa GESAC, iniciativas de conectividade em escolas e comunidades isoladas, além do Data Center Tier IV e dos projetos de comunicação estratégica e de defesa.

Discursos

Na abertura da cerimônia, o vice-presidente do Conselho de Administração da Telebras, Gil Loja, destacou o reconhecimento do colegiado ao trabalho do presidente que deixa o cargo, André Leandro Magalhães, e afirmou que a chegada do novo dirigente ocorre em um momento de expectativas relacionadas à expansão da empresa e à ampliação da conectividade. Segundo ele, a Telebras tem “uma função social essencial para o país”, com atuação transversal que envolve educação, saúde, segurança e soberania nacional.

Em sua fala, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, ressaltou a relação histórica entre as duas instituições. “A Anatel tem uma dívida enorme, uma gratidão enorme com a Telebras”, afirmou, ao lembrar que a agência foi estruturada a partir de quadros, cultura organizacional e infraestrutura da estatal. Baigorri declarou que a agência reguladora seguirá atuando de forma coordenada com a Telebras na execução das políticas públicas definidas pelo governo federal.

Diretrizes do Ministério das Comunicações

No encerramento, o ministro Frederico Siqueira Filho afirmou que a Telebras é um “instrumento central da política de transformação digital do Estado”. Segundo ele, a estatal participa de ações voltadas à conexão de escolas, unidades de saúde, forças de segurança, órgãos públicos e comunidades rurais, ribeirinhas e de fronteira.

O ministro também mencionou projetos em andamento e em planejamento, como a consolidação da rede privativa de governo, a definição do futuro do programa satelital diante da vida útil do atual SGDC, políticas de conectividade em rodovias federais, além de iniciativas relacionadas a cabos submarinos, data centers e infraestrutura para inteligência artificial. De acordo com Siqueira Filho, 2026 será um ano focado em entregas, com ênfase na sustentabilidade financeira da empresa e na ampliação de receitas.

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Paula Coutinho

Jornalista com mais de 20 anos de experiência profissional, com passagem pela grande imprensa, em jornais diários, semanários, revistas, rádios e emissoras de TV.

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