TelcoBank mira crédito para aquisição entre provedores regionais

Dionísio Freire afirma que instituição deve movimentar R$ 1 bilhão em 2026, com foco em financiamento para M&A no setor de ISPs

O TelcoBank pretende concentrar parte relevante de sua atuação em financiamentos para aquisição entre provedores regionais de internet. Durante o Abrint Global Congress 2026, Dionísio Freire, CEO e fundador da instituição, afirmou que o produto TelcoEquity passou a ser a principal aposta do banco para o mercado de ISPs.

“O TelcoBank foi criado com o objetivo de ser o agente financeiro dos provedores de internet”, disse Freire. Segundo ele, a instituição atua com foco em provedores regionais e estrutura produtos conforme a necessidade de cada empresa.

O banco trabalha com três linhas principais. A primeira financia crescimento orgânico, como lançamento de rede em bairros, cidades ou regiões. Nesse modelo, o TelcoBank paga fornecedores de serviços, equipamentos ativos e passivos, e pode incluir recursos para marketing. O valor é transformado em mensalidade para o provedor.

A segunda linha é capital de giro. Segundo Freire, o diferencial em relação a instituições financeiras convencionais é o uso de boletos futuros como lastro. “A gente pega um boleto futuro, ou seja, um dinheiro que ainda não existe, usa isso de lastro e nós pegamos isso em até 12 meses para frente”, afirmou.

O executivo disse que a operação permite reciclagem do capital conforme os recebíveis são liquidados. Hoje, o banco trabalha com provedores a partir de cerca de 3 mil clientes.

A terceira linha é o TelcoEquity, voltado a aquisições. Nesse modelo, o provedor procura o banco ao identificar uma oportunidade de compra. O TelcoBank analisa os dados da operação, ajuda na avaliação da aquisição e pode financiar até 50% do valor total do provedor adquirido.

“Já fizemos 114 operações de financiamento de M&A”, afirmou Freire. Segundo ele, é comum que a compra combine entrada financiada com pagamento parcelado ao vendedor em prazos de 36, 48 ou até 60 meses.

O executivo afirmou que, no caso de aquisições, a garantia inclui recebíveis e também cotas ou ações da empresa compradora, de forma proporcional ao financiamento concedido. Ele disse ainda que o TelcoBank tem R$ 600 milhões de patrimônio líquido rodando no mercado e operou R$ 1 bilhão entre 2023 e 2025.

Para 2026, a expectativa é movimentar R$ 1 bilhão, com aproximadamente R$ 500 milhões em capital novo. “A grande parte dele vai estar focado na estratégia de aquisição”, afirmou.

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Da Redação

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