
TelComp vê cenário ganha-ganha na oferta da Highline pela Oi Móvel
“A oferta mostra a vitalidade do setor de telecomunicações, tira as grandes teles da zona de conforto e deixa claro que o consumidor decide o serviço que quer”, disse João Moura

“A oferta mostra a vitalidade do setor de telecomunicações, tira as grandes teles da zona de conforto e deixa claro que o consumidor decide o serviço que quer”, disse João Moura

O principal problema na oferta de compra de Claro, TIM e Vivo é o limite de frequências que cada empresa pode deter. E, quanto à Highline, seria o ineditismo de uma rede móvel neutra. No primeiro caso, o "remédio" já está configurado em regulamento. No segundo, para conceder a anuência prévia, a Anatel só analisa questão societária e não o modelo de negócios, assinalam fontes da agência.

Proposta terá que ser aprovada pelos credores e pelo juiz da recuperação judicial, antes da análise do Cade e da Anatel

Estimativa do Bradesco BBI é de que Claro fique com 10% da Oi Móvel, Vivo com 40%, e TIM com 50%.

O conselho diretor da Telecom Italia, holding controladora da TIM Brasil, aprovou o plano de compra da Oi Móvel e deu carta branca para que os diretores façam ajustes necessários ao contrato final para o fechamento do negócio.

Daniel Hajj, CEO do grupo América Móvil, dono da Claro Brasil, diz que base de clientes e capacidade de rede interessam. Leilão ainda precisa ser aprovado por credores e homologado pela Justiça.

Para o CEO da Oi, Rodrigo Abreu, a separação estrutural das empresas irá gerar muito mais valor. Sua expectativa é de alcançar 30 milhões de casas com fibra óptica até o final de 2024.

Além do móvel e do fixo, operadora vai vender torres e data center a fim de quitar dívidas e gerar recursos para aporte em fibra óptica. Recuperação judicial terminará com a venda da unidade móvel. Expectativa é levantar ao menos R$ 22,85 bilhões com as alienações.

Para analistas financeiros, vai haver mais fusões de ISPs neste ano, a compra da Oi Móvel por Telefônica e TIM poderá sair bem diferente do que o esperado, e no futuro próximo pode surgir no Brasil uma empresa de telecom dona apenas de espectro.

Operadora protocolou na Justiça pedido para organizar uma assembleia geral de credores na qual vai propor a votação de um “aditamento” a fim de trazer “flexibilidade” ao cumprimento do plano.

Presidente da companhia afirma que consolidação do mercado vai alterar regras para o leilão do 5G

CEO do grupo mexicano dono da Claro diz que sua equipe estuda a aquisição de ao menos parte dos ativos móveis da Oi e reitera que pretende participar de eventual processo de consolidação do mercado brasileiro envolvendo a concessionária

Cálculos do BTGPactual indicam sinergias de até R$ 13 bilhões caso a TIM arremate 70% da Oi móvel. A Vivo teria sinergias de quase R$ 6 bilhões se ficasse com os demais 30%. Não haveria concentração de espectro, exceto nos 1,8 GHz.

Depois de prejuízo de R$ 5,7 bilhões, operadora garante que ações estratégicas implantadas começarão a dar resultados rapidamente

Rodrigo Abreu diz que o segmento móvel gera valor para a companhia: "protegeremos essa capacidade para que possam ser tomadas as melhores decisões de evolução futura".
Reestruturação das empresas faz parte da recuperação judicial do grupo Oi, e trará, segundo a empresa, economia.

A Agência aplicou a multa máxima, de R$ 50 milhões por cobrança de serviços de terceiros sem autorização e de R$ 21 milhões pela Way TV de Belo Horizonte