
Anatel quer dinamizar setor móvel com mercado secundário de espectro
José Borges, superintendente de competição da autarquia, diz que agência não quer “latifúndios digitais” e que revenda do espectro disponível pode se assemelhar ao mercado de ações

José Borges, superintendente de competição da autarquia, diz que agência não quer “latifúndios digitais” e que revenda do espectro disponível pode se assemelhar ao mercado de ações

Além disso, pede que as informações sejam disseminadas entre as PPPs, que têm condições de movimentar o mercado móvel

A expectativa da Anatel é de que os ISPs possam fazer no setor móvel a mesma revolução feita por eles no setor de banda larga fixa.

O site terá informações sobre o espectro radioelétrico brasileiro, com vistas a incentivar as operadoras de pequeno porte a usarem esse recurso escasso em seus modelos de negócios.

Segundo o gerente de Monitoramento de Relações entre Prestadoras da Anatel, Fábio Cassotti, o objetivo é dar previsibilidade de regras tanto para o detentor do uso em caráter primário quanto aquele eventual utilizador

Segundo o conselheiro, a Anatel deve focar em regulamentos principiológicos e o setor privado no detalhamento, com supervisão

Um Telecom e Algar afirmam que sem as PPPs o avanço do 5G vai atrasar no país

Para o conselheiro, como ainda não se sabe quais os problemas que precisam ser resolvidos, a Anatel deve incentivar a autorregulação e deixar o mercado resolver antes de fazer qualquer normatização

A minuta do edital estabelece prazo de anos antes de as operadoras serem obrigadas a oferecer ao mercado suas frequências não ocupadas, mas a Anatel afirma que o novo regulamento irá estimular que essas empresas compartilhem espectro antecipadamente, caso a caso.

"Criar um mercado secundário para permitir que outras operadoras tenham acesso a esse recurso escasso, é uma necessidade”, afirma o executivo

Já plano de numeração para serviços de telecomunicações a previsão é no segundo semestre deste ano

Temor é que teles imponham preços altos que inviabilizem projetos onde não atuam. Leonardo de Morais, da Anatel, diz que empresas já podem trazer propostas de arranjos para o mercado secundário para análise da agência.

Comando da Claro quer leilão sem regras diferentes para ISPs e avaliação da capacidade de investimento de quem der lances

Para a representante da rede social, a reserva de parte da frequência par a 5G no futuro vai impedir lançamento de serviços inovadores

Secretário afirma que leilão de espectro para 5G não terá viés arrecadatório

Para Moisés Moreira, da agência reguladora, falta de clareza para apontar qual é o melhor modelo para cada segmento da economia

Basílio Perez afirma que o espectro não licenciado pode ser destinado no futuro para atender necessidades do agronegócio, para serviços outdoor, como ocorreu recentemente nos Estados Unidos.

Documento mostra que a eficiência alocativa de radiofrequência facilita a entrada de novos prestadores de serviços de telecomunicações

“A oferta mostra a vitalidade do setor de telecomunicações, tira as grandes teles da zona de conforto e deixa claro que o consumidor decide o serviço que quer”, disse João Moura

Fábio Andrade, vice-presidente institucional da Claro Brasil, defende, em parecer ao Conselho de Comunicação Social do Senado, o PLC 79, do novo marco de telecomunicações. Mas sugere que o projeto, depois de analisado na Comissão de C&T do Senado, seja analisado também pela Comissão de Economia, para que calcule os reflexos da proposta para a economia brasileira. Essa posição é divergente a de executivos de outras operadoras, que querem mais celeridade na sua tramitação.