
Digital Colony está de olho nos “múltiplos” do mercado de infraestrutura
Enquanto prestadoras de serviços de telecomunicações perderam valor de mercado nos últimos anos, as detentoras de infraestrutura ganharam - e muito.

Enquanto prestadoras de serviços de telecomunicações perderam valor de mercado nos últimos anos, as detentoras de infraestrutura ganharam - e muito.

Da manutenção da operadora com marca Oi, à oferta de MVNOs que unem serviço e base de clientes, modelo será inédito no país. Mas ainda depende do aval dos credores da Oi à proposta de venda da unidade celular da companhia.

O principal problema na oferta de compra de Claro, TIM e Vivo é o limite de frequências que cada empresa pode deter. E, quanto à Highline, seria o ineditismo de uma rede móvel neutra. No primeiro caso, o "remédio" já está configurado em regulamento. No segundo, para conceder a anuência prévia, a Anatel só analisa questão societária e não o modelo de negócios, assinalam fontes da agência.

A Highline, que tem como principal controlador o fundo norte-americano Digital Colony, fez oferta maior do que os R$ 15 bilhões mínimos pretendidos pela Oi e ganhou o direito de exclusividade, até 03 de agosto, para avançar no acordo. O comunicado não diz, mas fontes próximas à negociação afirmam que fundo de Cingapura e a Algar Telecom também participam do negócio.

Empresa de infraestrutura pretende pagar R$ 1 bilhão pelos ativos espalhados pelo Brasil. Venda ainda depende da revisão do plano de recuperação judicial da Oi.

Aquisição resulta na criação de uma nova empresa, a Scala Data Centers. Fundo norte-americano comprou ano passado, também no Brasil, a empresa de torres móveis Highline.