Soluço no 4G veio da migração dos clientes Oi e já foi resolvido, diz Claro

CEO da Claro para unidade de consumo, Paulo Cesar Teixeira afirma que problemas relatados com o 4G em novembro em razão da migração dos clientes da Oi Móvel foram resolvidos já em dezembro

(crédito: Freepik)

Paulo Cesar Teixeira, CEO da Claro para a unidade de Consumo e PME, afirmou hoje, 9, que o problema de queda na qualidade do 4G percebida por usuários e detectada pela Anatel se restringiu ao mês de novembro e aconteceu em função da migração de clientes da Oi Móvel para a base da operadora.

Segundo Teixeira, já em dezembro a rede voltou à estabilidade habitual, e isso será demonstrado à Anatel. A agência criou em janeiro uma força tarefa (veja mais abaixo) para investigar porque a qualidade do 4G mudou no fim de 2022, resultando em aumento de reclamações de consumidores.

“Nós realizamos a migração dos clientes da Oi Móvel, e foi trabalhoso. Chegamos a migrar 1 milhão de clientes em uma mesma noite. São 1 milhão de pessoas que, ao acordar, tinham o serviço da Claro”, falou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

Afirmou que todas as operadoras tiveram impacto em algum nível ao receber a base de clientes da rival. Contou também que a Claro desligou 1,4 milhão de clientes vindos da rival em novembro e 2 milhões em dezembro. Ao todo, a empresa recebeu 13,5 milhões de assinantes da Oi Móvel em todo o Brasil.

Força tarefa da Anatel

No fim de janeiro, Tele.Síntese noticiou que a Anatel criou uma força tarefa para cobrar das operadoras explicações a respeito da oscilação detectada na qualidade do 4G, iniciada em outubro de 2022 – justamente a data em que as operadoras liberaram toda a capacidade de banda para acesso dos clientes vindos da Oi Móvel.

Na Anatel já havia o entendimento de que a migração era um fator de peso para o problema. Mesmo assim, considerou necessário acompanhar de perto a evolução das reclamações.

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Rafael Bucco

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