Redução de capital da Vivo vem em meados de 2024

Proposta de redução de capital elaborada pela diretoria da Vivo deve ser avaliada pelo conselho de administração da companhia "nas próximas semanas", diz Gebara. Depois precisa do crivo de acionistas e cumprir prazos regulamentares para ser levada a cabo.

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A redução de capital da Vivo, autorizada pela Anatel em setembro, deve ter início no segundo trimestre de 2024, considerando-se o cronograma apresentado nesta quarta-feira, 1º, pelo presidente da companhia, Christian Gebara.

Segundo ele, a diretoria da companhia vai apresentar o plano para aprovação do conselho de administração daqui a poucas semanas. Após a aprovação, será convocada uma assembleia de acionistas para deliberar sobre o assunto, a ser realizada em 45 dias. Abre-se, então, contagem de 60 dias para eventuais contestações. “E 120 dias depois desse prazo a gente executa a redução de capital”, elencou Gebara.

A vivo tem capital social de R$ R$ 63,5 bilhões, e pretende reduzir isso em R$ 5 bilhões. Para fazer a redução, a empresa retira ações em circulação do mercado. Para tanto, paga aos acionistas pela recalibragem do peso que cada papel mantido em circulação passa a ter.

Em suma, como explicou em fevereiro, quando pediu à Anatel aval para a reorganização: “As reduções poderão ser efetivadas mediante a restituição de recursos aos seus acionistas na proporção de sua participação acionária nas respectivas datas-bases a serem fixadas e sem o cancelamento de suas ações”.

Gebara não comentou se pretende estruturar uma redução já no patamar total dos R$ 5 bilhões em 2024, ou se vai escalonar a medida ao longo dos anos. A anuência prévia à redução de capital da Vivo concedida pela Anatel tem prazo de validade de seis meses mas, vale lembrar, pode ser prorrogada a pedido da companhia.

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Rafael Bucco

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