Quem são os CEOs das 100 principais startups do Brasil

Homens, brancos, com média de idade de 39,5 anos; o mais novo assumiu a posição aos 19 anos. Dos 100 CEOs, apenas cinco são mulheres.
Quem são os CEOs das 100 principais startups do Brasil - Crédito: Freepik
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Se a liderança já é importante em qualquer empresa, em startups ela se faz ainda mais necessária: o CEO é responsável por guiar o negócio rumo à inovação, em um cenário de mudanças cada vez mais frequentes e velozes. Com o intuito de conhecer melhor quem são estes profissionais, o Distrito produziu o estudo 100 Super CEOs, que analisou o perfil e trajetória dos líderes das principais startups do Brasil.

Para selecionar os 100 nomes, a plataforma de inovação identificou as empresas de DNA tecnológico mais relevantes do País, de acordo com um algoritmo que avalia a maturidade das empresas. A análise considera uma base de dados que engloba informações públicas e privadas das startups, como valor total de investimentos captados, faturamento presumido, seguidores no LinkedIn, número de colaboradores e número de acessos ao site da empresa.

A média de idade dos CEOs das principais startups brasileiras é de 39,5 anos, de acordo com o estudo. Considerando a amostra, o líder mais novo assumiu a posição aos 19 anos – o caso foi de João Miranda, da startup Hash. Já a maior idade com que um CEO assumiu o cargo foi 57 anos.

A modernidade do setor, entretanto, não exclui alguns padrões negativos do mercado tradicional. Segundo a pesquisa, entre as 100 principais startups brasileiras, apenas cinco CEOs são mulheres. São elas: Anna Saicali (Ame Digital), Mariana Ramos Dias (Gupy), Mônica Hauck (Sólides), Talita Lacerda (Petlove&Co) e Priscila Siqueira (Gympass).

“Os números indicam que há espaço para vários perfis de líder, desde os founders que assumiram cedo o desafio de seguir à frente dos seus negócios, até profissionais experientes do mercado”, afirma Gustavo Gierun, CEO do Distrito. “Os resultados das empresas, porém, serão ainda melhores quando a diversidade englobar também outros aspectos, como gênero. Vimos em nossa pesquisa qualitativa que o número de mulheres no cargo vem aumentando ao longo dos anos, trazendo a esperança de que o cenário mude futuramente”.

Quanto à nacionalidade, o estudo indica que a maioria dos CEOs é de origem brasileira, sendo 10% estrangeiros. Há líderes argentinos, colombianos, franceses, alemães, espanhóis, chineses e norte-americanos.

O estudo mostra ainda que os líderes das startups brasileiras possuem mais interesse no setor financeiro e de tecnologia da informação, um resultado previsível, já que grande parte dos CEOs analisados lideram fintechs.

Além disso, quase metade dos líderes cursaram uma faculdade pública no Brasil, enquanto 40% são formados em faculdades privadas e 13% em faculdades fora do Brasil. Dentre os cursos realizados, há destaque para os de engenharia – as formações em Engenharia de Produção, Engenharia Industrial e Engenharia Mecânica foram as mais citadas. Em seguida, aparecem os cursos de Administração e Ciência da Computação. Após a faculdade, 55% dos CEOs analisados fizeram pós-graduações.

A lista completa com as informações sobre os Top 100 CEOs está disponível neste link.

(com assessoria)

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Redação DMI

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