PL que equipara ataques a redes a terrorismo une entidades setoriais

Entidades reforçam necessidade de proteção legal às infraestruturas críticas diante de ataques recentes

segurança telecom

Entidades representativas do setor de telecomunicações manifestaram apoio ao Projeto de Lei 1283 / 2025, apresentado pelo deputado federal Danilo Forte (União-CE), que propõe alterações na Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016) para tipificar como terrorismo a atuação de facções criminosas e milícias, especialmente quando envolvem ataques a infraestruturas críticas e interrupção de serviços essenciais.

O projeto surge em um momento de preocupação crescente com a segurança das redes de telecomunicações, diante de casos recentes de violência contra provedores regionais e instalações do setor em diferentes regiões do Brasil. Segundo o texto do PL 1283, a intenção é fortalecer o combate ao crime organizado, prevendo penas de 12 a 30 anos de reclusão, além de tornar o crime inafiançável e sujeito à investigação pela Polícia Federal.

As entidades TelComp, Conexis Brasil Digital, Abramulti, Abrint, Apronet, NEO, Internetsul e Redetelesul defendem a aprovação do projeto como medida fundamental para proteger a conectividade dos brasileiros e assegurar a continuidade dos serviços essenciais. As organizações também ressaltam a necessidade de incluir na legislação uma majorante para situações em que atos de terrorismo resultem na interrupção ou prejuízo de serviços como telefonia e internet.

Em nota conjunta, as associações afirmam que “estamos diante de situações extremas que retiram da sociedade o direito à comunicação e ao acesso a serviços essenciais”. O setor considera urgente o aprimoramento do arcabouço legal para enfrentar táticas violentas usadas por grupos criminosos que buscam exercer controle territorial e desestabilizar o Estado.

Além do PL 1283/2025, as entidades destacaram a importância da aprovação de outras duas propostas em tramitação no Congresso: o PL 4872/2024 e o PL 3780/2023, que preveem penas mais severas para furto, roubo e receptação de cabos e equipamentos de telecomunicações.

O acompanhamento da tramitação dessas propostas será feito de forma prioritária pelas associações, que reafirmam a necessidade de garantir a segurança das redes e a proteção dos usuários brasileiros. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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