Pharol reduz expectativa de reaver dinheiro perdido no calote do BES
A Pharol, maior acionista individual da Oi, divulgou no final da última semana os resultados financeiros de 2016, quando a empresa teve um prejuízo de € 75,1 milhões. A perda é resultado de redução de €48,7 milhões no valor que a espera reaver do calote de € 897 milhões tomado da Rio Forte, empresa do Grupo Espírito Santo, que pediu falência em 2014.
Agora, a Pharol espera recuperar apenas € 85,75 milhões do dinheiro perdido pelo calote do grupo financeiro português, o equivalente a 9,56% do valor nominal da dívida da Rio Forte contraída pela Portugal Telecom. A descoberta dos investimento da PT nos papeis de risco da Rioforte levaram a uma reconfiguração da fusão de Oi com PT. Ao fim do processo, a Pharol foi criada, tendo como ativo ações da Oi e o que pudesse receber de volta do calote.
O balanço também traz o impacto negativo de € 13,2 milhões da desvalorização de ações da Oi e de outros € 5,1 milhões pela desvalorização de opções de ações da operadora brasileira. Ainda assim, a Pharol reduziu muito suas perdas em relação a 2015, quando registrou resultado negativo de € 693,9 milhões.