OpenRAN@Brasil entrega protótipo nacional de rádio para redes 5G

Programa coordenado pela RNP conclui 2ª fase com o desenvolvimento de Unidade de Rádio Aberta e avança para testes em ambiente operacional

Open RAN

O programa OpenRAN@Brasil concluiu a segunda fase de desenvolvimento com a entrega de um protótipo funcional de Unidade de Rádio Aberta (Open Radio Unit – O-RU), um dos principais componentes da arquitetura Open RAN para redes móveis. O equipamento foi desenvolvido por instituições brasileiras de pesquisa e será incorporado à próxima etapa do programa, voltada à validação da tecnologia em ambientes de testes.

A iniciativa é financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e executada em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), o Instituto de Pesquisas Eldorado e o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Os resultados da segunda fase foram apresentados durante reunião com pesquisadores, representantes das instituições participantes e do governo federal.

O desenvolvimento da O-RU representa um dos principais resultados do programa, criado para ampliar a capacidade nacional de pesquisa e desenvolvimento em redes móveis abertas. Na arquitetura Open RAN, a unidade de rádio é responsável pela transmissão e recepção dos sinais entre a rede móvel e os dispositivos dos usuários.

Tecnologias nacionais para Open RAN

O Open RAN propõe uma arquitetura baseada em interfaces abertas e interoperáveis, permitindo que equipamentos e softwares de diferentes fornecedores operem de forma integrada. O modelo difere das redes móveis tradicionais, normalmente fornecidas por um único fabricante, e busca ampliar a interoperabilidade entre soluções e estimular o desenvolvimento de novos fornecedores.

Assim, o OpenRAN@Brasil foi estruturado para desenvolver competências nacionais em hardware e software para esse ecossistema, reunindo universidades, centros de pesquisa e instituições de ciência e tecnologia.

Segundo a diretora-adjunta de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da RNP, Michelle Wangham, a conclusão da segunda fase demonstra a capacidade das instituições brasileiras de desenvolver tecnologias para redes abertas. “Chegamos ao fim da fase 2 com um resultado concreto e mostramos que o Brasil pode desenvolver tecnologias de hardware e software para Open RAN.”

Protótipo será integrado aos ambientes de testes

O protótipo da Unidade de Rádio Aberta passou pelas primeiras avaliações em laboratório e registrou taxas de transmissão superiores a 1,5 Gbit/s, resultado que permitirá sua utilização nos ambientes de testes do programa.

A terceira fase prevê a integração do equipamento ao testbed do OpenRAN@Brasil e a ampliação desses ambientes para outras regiões do país, permitindo validar o funcionamento da tecnologia em cenários mais próximos da operação de redes móveis.

Além do desenvolvimento da unidade de rádio, a segunda etapa do programa também reuniu projetos voltados ao uso de inteligência artificial em redes Open RAN, à criação de ambientes de simulação e a pesquisas em cibersegurança aplicadas às redes móveis abertas.

Próxima fase: validação das tecnologias

Para o coordenador-geral de Inovação Digital do MCTI, Rubens Caetano Barbosa de Souza, o foco da próxima fase será ampliar a validação das soluções desenvolvidas. “Temos gente qualificada no Brasil para desenvolver soluções e equipamentos de ponta. Agora queremos validar essas tecnologias, utilizá-las nos testbeds e demonstrar seu potencial em aplicações reais.”

A Unidade de Rádio Aberta também será apresentada durante o Fórum RNP 2026, em agosto, em Brasília, por meio de uma demonstração do equipamento.

Com a conclusão da segunda fase, o programa passa a concentrar esforços na integração dos componentes desenvolvidos aos ambientes de testes e na evolução das pesquisas em redes móveis abertas, etapa que antecede avaliações em condições mais próximas da operação de redes comerciais. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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