Oi prevê arrecadar mais R$ 14,2 bilhões com venda de ativos

Empresa projeta recuperação gradual de receitas, com crescimento anual puxado pela Oi Soluções até alcançar R$ 4,2 bilhões em 2035.

Entre os diversos documentos que a Oi divulgou entre ontem e hoje, 2, está o laudo econômico-financeiro elaborado pela Meden Consultoria a respeito do possível futuro do grupo de telecomunicações. As projeções justificam a proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial, indicando expectativas até 2050, afinal, há pagamentos negociados na atual recuperação judicial que deverão ser feitos, no limite, até 2053.

Analisando apenas os próximos dez anos, de 2025 e 2035, a companhia estima uma alta de receita operacional líquida variando entre 2,1% e 3,6%. Em 2025, as receitas projetadas são de R$ 2,66 bilhões, com crescimento gradual e contínuo até alcançar R$ 3,85 bilhões anuais em 2035.

A principal fonte de receita projetada é a divisão Oi Soluções, com serviços de telefonia fixa, conectividade por fibra óptica e TI corporativa. Apenas em 2026, a receita da Oi Soluções será de R$ 1,88 bilhão, crescendo para cerca de R$ 2,69 bilhões em 2035. As outras linhas de negócio, como Serede (serviços técnicos e de rede) e Tahto (atendimento ao cliente), também apresentam variação, somando receitas de R$ 691 milhões e R$ 421 milhões em 2026, e R$ 595 milhões e R$ 562 milhões em 2035, respectivamente.

Por outro lado, a Oi prevê despesas operacionais crescentes no período, porém estáveis em relação à receita à partir de 2029. Em 2025, os custos projetados são de R$ 2,76 bilhões, alcançando R$ 3,05 bilhões em 2035. As despesas mais representativas são relacionadas à planta operacional e administrativas, totalizando juntas 80% dos gastos anuais projetados.

Com a reestruturação prevista no aditamento, o Grupo Oi planeja arrecadar ainda cerca de R$ 14,2 bilhões com a venda de ativos. O principal aporte virá da alienação da participação na V.tal, prevista para ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026, e da venda contínua de imóveis a partir do mesmo ano. Esses recursos serão essenciais para garantir liquidez e viabilizar o cumprimento das obrigações financeiras.

A empresa ressalta que as projeções estão sujeitas a fatores macroeconômicos e riscos regulatórios, além da concretização das vendas planejadas. O cenário traçado pela administração do Grupo Oi é considerado suficiente para garantir a sustentabilidade financeira do plano de recuperação judicial.

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Rafael Bucco

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