Nvidia reúne CPU, storage, inferência e gêmeos digitais em pacote para “fábricas de IA”

Empresa consolida referência de arquitetura, software de inferência, simulação, CPU e storage em um mesmo projeto para implantação e operação de data centers voltados a IA

A Nvidia apresentou hoje, 16 de março, um conjunto de inovações para data centers voltados a IA que combinam a arquitetura própria Vera Rubin DSX, o blueprint Omniverse DSX para gêmeos digitais, o software de inferência Dynamo 1.0, a CPU Vera, a arquitetura de storage BlueField-4 STX e a plataforma Vera Rubin.

O lançamento aconteceu no GTC 2026, evento da empresa com demonstração de novos produtos e pesquisas, em San Jose, nos EUA. Segundo a empresa, os anúncios representam uma oferta integrada para o ciclo completo de implantação de capacidade: desenho da infraestrutura, validação em simulação, entrada em produção e operação de cargas de treinamento e inferência.

No anúncio principal, a empresa descreve a Vera Rubin DSX como uma referência para construção de infraestrutura “codesigned”, integrando computação, rede, storage, energia, resfriamento e sistemas de controle. A Omniverse DSX Blueprint, por sua vez, foi apresentada como ferramenta para criar gêmeos digitais fisicamente precisos dessas instalações, com uso em projeto, expansão e operação. A Nvidia lista entre os participantes do ecossistema empresas como Cadence, Dassault Systèmes, Eaton, Schneider Electric, Siemens, Trane e Vertiv.

Projeto do data center passa a incluir software e energia

A pilha de software da Vera Rubin DSX é descrita pela Nvidia como aberta, modular e manipulável, conectando hardware a sistemas de energia e refrigeração para maximizar “tokens por watt”, métrica cada vez mais comum para interpretar a eficiência de data centers voltados ao processamento de IA.

A fabricante afirma que a energia hoje é o principal gargalo para a expansão de infraestrutura de IA e cita mais de US$ 300 bilhões em atrasos de equipamentos e mais de 200 gigawatts em filas de interconexão somentes nos Estados Unidos.

Nesse contexto, a empresa diz trabalhar com grupos como Emerald AI, GE Vernova, Hitachi e Siemens Energy para ampliar acesso à rede elétrica e apoiar a conexão de novas instalações. O argumento é que o desenho de data centers voltados a IA não pode mais ser separado da disponibilidade de energia e da coordenação com o sistema elétrico.

Simulação antes da chegada do hardware

Na camada de execução, a Nvidia apresentou o Dynamo 1.0 como software open source para inferência em escala e disse que ele pode elevar em até sete vezes o desempenho de GPUs Blackwell. A Vera CPU foi lançada com a alegação de entregar eficiência duas vezes maior e desempenho 50% superior ao de CPUs tradicionais, enquanto a BlueField-4 STX foi apresentada com promessa de até cinco vezes mais throughput de tokens, até quatro vezes mais eficiência energética e ingestão de dados duas vezes mais rápida. Já a plataforma Vera Rubin reúne sete chips em produção e cinco tipos de racks para cobrir pré-treinamento, pós-treinamento, test-time scaling e inferência. Todos esses números são da própria fabricante.

O resultado é uma mudança de escopo na oferta da Nvidia. Em vez de vender apenas processadores, a empresa passa a empacotar o data center de IA como sistema, com hardware, software, storage, rede, simulação e desenho operacional no mesmo pacote. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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