Nvidia lança equipamentos para data centers instalados no espaço

Plataforma inclui módulos para processamento em órbita, equipamentos de borda embarcados e aceleração em solo para aplicações em satélites, imagens e operações autônomas.

A Nvidia anunciou hoje, 16, uma frente de computação espacial voltada a data centers orbitais, inteligência geoespacial e operações autônomas no espaço. O pacote reúne o módulo Space-1 Vera Rubin, as plataformas IGX Thor e Jetson Orin para processamento embarcado e a GPU RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition para análise em solo. A proposta é distribuir o processamento entre o espaço e a infraestrutura terrestre, aproximando o cálculo do ponto onde os dados são gerados.

Segundo a fabricante, o Space-1 Vera Rubin foi desenhado para ambientes com restrições de tamanho, peso e consumo de energia e entregaria até 25 vezes mais capacidade de computação para inferência espacial do que a H100. A IGX Thor e a Jetson Orin aparecem no anúncio como plataformas para inferência local, sensoriamento e processamento acelerado em órbita. Já a RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition é posicionada como equipamento para processamento geoespacial em solo, com a alegação de desempenho até 100 vezes superior ao de sistemas legados baseados em CPU ao analisar grandes arquivos de imagem. Os índices foram divulgados pela própria empresa.

Processamento em órbita

A Nvidia sustenta que a expansão de constelações e de missões comerciais aumenta a necessidade de processar dados em tempo real no próprio ambiente orbital. O texto associa esse movimento a três frentes: data centers em órbita, análise geoespacial e autonomia de veículos e plataformas espaciais. A empresa diz que o módulo Space-1 Vera Rubin pode operar modelos de linguagem e foundation models diretamente no espaço, com arquitetura integrada de CPU e GPU e interconexão de alta largura de banda para lidar com fluxos massivos de dados.

A IGX Thor, segundo a Nvidia, foi desenhada para ambientes críticos, com suporte a processamento em tempo real, functional safety, secure boot e operação autônoma. A Jetson Orin, por sua vez, é descrita como módulo compacto para visão, navegação e processamento de sensores a bordo, reduzindo latência e uso de banda. A lógica é semelhante à já aplicada em borda terrestre: parte do processamento deixa de depender do retorno ao solo.

Rede entre satélites e nuvem em órbita

Entre as empresas citadas, a Kepler Communications associa a parceria à construção de uma rede de dados em tempo real no espaço. A companhia afirma que usa Jetson Orin em seus satélites para gerenciamento e roteamento inteligente de dados na constelação, com o objetivo de reduzir latência e reforçar a conectividade. A Planet relaciona a plataforma à passagem de arquivos brutos para insights em quase tempo real, enquanto a Starcloud diz trabalhar em data centers orbitais para executar treinamento e inferência diretamente no espaço, com menor dependência de downlink.

A Sophia Space aparece com a proposta de infraestrutura modular e passivamente resfriada para hospedar aplicações em órbita, e a Aetherflux liga o módulo Space-1 a operações autônomas e serviços críticos alimentados por energia solar. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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