MCom articula parceria com Luxemburgo para ampliar conectividade de escolas públicas

Missão oficial visitou a SES S.A., operadora parceira da Telebras, para discutir soluções satelitais voltadas a políticas públicas de inclusão digital.

O Ministério das Comunicações (MCom) avançou, neste ínicio de 2026, em articulações internacionais para ampliar a conectividade de escolas públicas brasileiras ao visitar, em Luxemburgo, a SES S.A., operadora global de infraestrutura satelital que já atua como parceira da Telebras em programas governamentais de acesso à internet em áreas remotas.

Mcom e Gape

A missão do MCom integrou a estratégia do governo federal para cumprir a meta de conectar as 138 mil escolas públicas do país, especialmente aquelas localizadas em regiões isoladas, rurais, ribeirinhas e de difícil acesso, onde a expansão de redes terrestres, como a fibra óptica, enfrenta limitações logísticas e econômicas.

Durante a visita, representantes da Pasta conheceram a operação e as soluções da SES S.A., que fornece insumos satelitais utilizados pela Telebras na execução de políticas públicas de conectividade. Segundo o secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, a empresa europeia já atua como fornecedora estratégica do governo brasileiro.

“A SES é uma parceira nossa e, com o suporte dela, já conectamos centenas de escolas públicas dentro do nosso programa Escolas Conectadas. E ela pode nos ajudar ainda mais porque é a única empresa do mundo que possui uma constelação de média órbita. É uma boa solução”, afirmou o secretário.

A cooperação entre o Ministério das Comunicações, por meio da Telebras, e a SES S.A. também ocorre no âmbito do GESAC/Wi-Fi Brasil, programa que leva internet de alta velocidade via satélite a localidades remotas. De acordo com o ministério, a iniciativa já atende mais de 900 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em regiões com baixa ou nenhuma infraestrutura de telecomunicações.

O Brasil utiliza a constelação MEO (Medium Earth Orbit) da empresa europeia, que, conforme o ministério, oferece conexões com menor latência e maior desempenho em comparação a outras soluções satelitais tradicionais. Durante a agenda em Luxemburgo, a delegação brasileira também teve contato com inovações tecnológicas em fase de testes pela operadora. (Com assessoria de imprensa)

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Da Redação

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