Lucro da Brisanet cresce 165% e vai a R$ 25,2 milhões no 1º trimestre

Lucro da Brisanet cresceu em linha com aumento de 27% da base de assinantes ao longo dos últimos 12 meses

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A operadora nordestina Brisanet divulgou na noite de hoje, 10, os resultados do primeiro trimestre de 2023, em que apurou lucro líquido de R$ 25,2 milhões. A cifra representa um salto de 165% na comparação com o mesmo período de 2022.

A alta se deveu, explica, ao melhor equilíbrio dos custos. Estes aumentaram 12% na comparação anual, mas base de clientes aumentou 27%.

Esse fenômeno se deu, diz a empresa, pelo menor ritmo de construção de rede de fibra óptica, uma vez que a estratégia atual é ocupar a infraestrutura que chega a 6,39 milhões de residências (25% a mais que no  começo de 2022). Destas casas passadas, 1,15 milhão são clientes da companhia, número 27% maior que um ano antes.

A operadora teve receita líquida de R$ 292,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 35% sobre o mesmo período de 2022 graças à captação de mais clientes nas redes já consolidadas.

Os custos com serviços prestados da Companhia somaram R$153,5 milhões, comparado a R$137,2 milhões no primeiro trimestre de 2022. Houve aumento com aluguel de postes devido à ampliação de homes passed, depreciação e amortização. Em compensação, houve “aumento da produtividade”, com redução de custos de pessoal mesmo diante de reajuste salarial. E redução de custos com lojas.

O EBITDA, lucro antes de juros, amortizações, depreciações e impostos, somou R$ 139,4 milhões, alta de 80%. na comparação anual, a margem EBITDA, que mede a rentabilidade da companhia, passou de 35,8% para 47,7%.

“A melhoria de margem decorre da diluição dos custos fixos pelo crescimento da base e por iniciativas de redução de custo”, disse.

A Brisanet apresentou dívida bruta de R$ 1,2 bilhão em março de 2023 direcionado ao investimento na expansão geográfica de sua rede de fibra óptica. Considerando Caixa e aplicações financeiras ao final do período de R$466,5 milhões, a Companhia apresentou dívida líquida de R$761,8 milhões, comparado a dívida líquida de R$743,8 milhões ao final de 2022.

A redução da dívida bruta se deu principalmente pela amortização de notas promissórias vencidas em fevereiro e pelo pagamento de juros das duas emissões de debêntures em fevereiro e março.

No 1T23, a Brisanet investiu, quando medido pelas adições ao imobilizado e intangível, o montante de R$106,7 milhões, comparado a R$497,2 milhões no 1T22. A diferença reflete a estratégia de frear a expansão territorial para se concentrar em ocupar a rede. A companhia terminou março com rede em 155 cidades.

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Rafael Bucco

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