Juros futuros caem no dia do anúncio do arcabouço fiscal

Os detalhes da nova meta fiscal, que irá substituir o teto de gastos serão conhecidos hoje, 30, mas as linhas mestras do arcabouço fiscal deixaram o mercado mais otimista.
Juros futuros caem no dia do arcabouço fiscal - Crédito: Freepik
A nova âncora fiscal limita o crescimento dos gastos a 70% da receita. Crédito: Freepik

Os juros futuros caem no dia 30 de março, após serem conhecidas as bases gerais do arcabouço fiscal do governo, cujos detalhes do novo plano econômico estão sendo anunciados hoje pelo ministro Fernando Haddad. Há ainda queda de dólar forte alta na bolsa de valores brasileira. O dólar comercial estava na casa de R$ 5,10 e o índice Ibovespa subia 2,06%, aos 103.886 pontos.

Às 9h17, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 caía para 13,13%, de 13,22% no ajuste anterior.
O DI para janeiro de 2025 recuava para máxima de 12,05%, de 12,16%, e o para janeiro de 2027 marcava 12,19%, de 12,29% no ajuste de ontem. O vencimento para janeiro de 2029 caía para 12,61%, de 12,71%. O IGP-M subiu 0,05% em março, após deflação de 0,06% em fevereiro, ficando ficou abaixo do piso das estimativas, de 0,10%.

As linhas gerais do Plano:

  • As despesas públicas não poderão crescer mais do que 70% da variação da receita
  • Haverá um limite máximo de expansão anual das despesas
  • Déficit fiscal será zerado em 2024
  • Superávit primário de 0,5% em 2025 e de 1% em 2026

Os detalhes do arcabouço fiscal serão conhecidos hoje e a intenção do governo é enviar o plano para o Congresso Nacional na próxima semana. Esse novo pacote com as novas regras fiscais devem substituir o teto de gastos como mecanismo para disciplinar as despesas do governo federal.

Para a equipe de Haddad, o ajuste é importante, mas gradual. A previsão é que, neste ano, o governo feche com déficit na casa dos R$ 100 bilhões. Para 2024, a proposta prevê que o déficit seja zerado, com superávit no terceiro ano do mantado de Lula. Os números também mostram que a dívida pública, atualmente na casa de 73% do PIB, vai crescer nos três primeiros anos do governo Lula, mas ficaria estabilizada no último ano.

 

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Da Redação

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