IBGE: IPCA-15 sobe 0,53% em novembro, abaixo das projeções do mercado

O dado ficou 0,37 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro (0,16%).
IPCA-15 sobe em novembro, diz IBGE - Crédito: Freepik
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a registrar alta em novembro, de 0,53% ante outubro, informou nesta quinta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado ficou 0,37 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro (0,16%).

Mas o resultado é menor do que o mercado estimava. Para o XP, por exemplo, o índice veio  abaixo tanto da sua expectativa quanto do consenso de mercado (0,58% e 0,55%, respectivamente). O principal desvio baixista em relação à nossa estimativa veio do grupo de Alimentação no Domicílio (0,60% m/m versus 0,14% m/m, uma contribuição de -0,04pp para a surpresa no índice geral). O grupo de Leite e Derivados respondeu por parte relevante desta diferença nos preços de alimentos. Além disso, os itens de Despesas Pessoais (0,27% m/m vs. 0,57% m/m, -0,04pp) e gasolina (1,67% m/m vs. -5,92% m/m, -0,02pp) também apresentaram desvios dignos de nota. Por outro lado, as maiores surpresas altistas vieram de Vestuário (1,48% m/m vs. 1,43% m/m, +0,02pp), Artigos de Residência (0,54% m/m vs. -0,35% m/m, +0,02pp) e Comunicação (0,0% m/m vs. -0,42% m/m, +0,02pp) .

Com o resultado anunciado nesta quinta pelo IBGE, o IPCA-15 acumula uma alta de 5,53% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 6,17%. A projeção era maior, de 6,21%.

Após a deflação no mês anterior (-0,37%), o IPCA-15 teve alta de 0,16% em outubro. O resultado foi influenciado mais uma vez pela queda no grupo dos Transportes (-0,64%), que contribuiu com -0,13 ponto percentual (p.p.) no índice do mês. Além disso, houve recuo também nos preços de Comunicação (-0,42%) e Artigos de residência (-0,35%).

No lado das altas, as maiores variações vieram de Vestuário (1,43%), que desacelerou em relação a setembro (1,66%), e Saúde e cuidados pessoais (0,80%), que teve o maior impacto positivo (0,10 p.p.) no índice do mês. Após registrar queda de 0,47% em setembro, Alimentação e bebidas subiu 0,21% em outubro. Os demais grupos ficaram entre o 0,19% de Educação e o 0,57% de Despesas pessoais.

Assim como em setembro, a queda do grupo Transportes (-0,64%) deve-se ao recuo no preço dos combustíveis (-6,14%). Etanol (-9,47%), gasolina (-5,92%), óleo diesel (-3,52%) e gás veicular (-1,33%) tiveram seus preços reduzidos no período de referência do índice. A gasolina contribuiu com o impacto negativo mais intenso (-0,29 p.p.) entre os 367 subitens pesquisados. Houve queda também em ônibus urbano (-0,60%), com a redução dos preços das passagens aos domingos em Salvador (-6,38%), a partir de 11 de setembro.

(com assessoria de imprensa)
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Redação DMI

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