HPE Aruba Networking rivaliza com Cisco e mira redes privadas 5G

HPE Aruba Networking amplia lista de produtos de olho na rival. HPE vai entrar em 2024 no segmento de redes privativas 5G.

(crédito: Freepik)

A fabricante de equipamentos para redes corporativas HPE Aruba Networking pretende retomar o crescimento no Brasil e na América Latina, depois de um período de estagnação na pandemia de Covid-19. Para isso, lançou produtos nas últimas semanas e conta com o auxílio de canais para crescer, além de esperar aquecimento na demanda por redes privativas 5G. A meta é fazer frente à sua maior rival, a Cisco.

Segundo Larry Lunetta, vice-presidente de redes sem fio da HPE Aruba Networking, a unidade vinha crescendo ano a ano na região até a pandemia, quando as encomendas locais diminuíram, e os negócios andaram de lado. Agora, a meta é saltar dos atuais 20% de participação de mercado na região para encostar na Cisco.

“No primeiro trimestre deste ano, crescemos 56% em termos de receita”, falou o executivo ao Tele.Síntese durante evento do grupo em Las Vegas* (EUA), em junho.

“A grande oportunidade está, você sabe, em buscar o market share da Cisco. Há oportunidade em trazer estes clientes para nós, agora que temos um portfólio corporativo mais amplo, pegada mundial, e atendimento mais personalizado”, defende.

A HPE Aruba aposta ainda no 5G. A HPE comprou a italiana Athonet, que está sendo incorporada e cujos produtos serão direcionados à demanda por redes privativas celulares.

“Não temos todos os produtos de rede IP que a Cisco tem, mas temos isso e temos o Edge”, observa. Entre as novidades deste ano da companhia está a inteligência artificial generativa exclusiva para empresas que utiliza supercomputadores espalhados pelo mundo. Por enquanto, não há, porém, previsão de lançar este serviços no Brasil por conta da LGPD, comenta Lunetta.

“O Brasil tem regulações próprias que precisamos estudar muito bem antes de levar produtos que utilizam quantidades grandes de dados”, reflete.

Voltando às redes privativas, segundo ele, é um nicho que precisa ser descoberto. “É um mercado ainda pequeno, será interessante em áreas onde latência e cobertura maior que o WiFi importam mais, como ambientes indoor ou ambientes amplos onde há muita movimentação de dispositivos autônomos”, resume.

Segundo ele, estes produtos 5G serão lançados daqui a seis meses, fora do Brasil. Ainda sem previsão de chegada ao país. Mas a ideia é que sejam criados produtos “as a service”, em que a empresa contratante paga mensalidade para ter sua rede privativa operacional.

*O jornalista viajou a convite da HPE

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Rafael Bucco

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