Grupo TIM reduz prejuízo com nova estrutura corporativa
Companhia registra crescimento orgânico de receitas e EBITDA no primeiro semestre de 2025, mesmo após desinvestimentos na NetCo e na Sparkle

O Grupo TIM, da Itália, controlador da TIM Brasil, divulgou nesta terça-feira, 5, seus resultados financeiros do primeiro semestre de 2025, com destaque para a continuidade da trajetória de crescimento orgânico (desconsiderando eventos não recorrentes), apesar das reestruturações que alteraram significativamente o perímetro da companhia. Com receitas consolidadas de €6,6 bilhões no período (+2,7% em base orgânica) e EBITDA after lease de €1,7 bilhão (+5%), a operadora confirmou todas as projeções estabelecidas no plano estratégico para o ano.
Os dados refletem a nova configuração societária da TIM, que já desconsidera os efeitos da venda da NetCo (FiberCop) e da TI Sparkle. A reorganização implicou mudanças metodológicas nos demonstrativos comparativos com o primeiro semestre de 2024.
O EBITDA ajustado (após arrendamentos) alcançou €1,735 bilhão, com margem EBITDA-AL de 26,3%. A margem se manteve estável mesmo diante da exclusão da operação de atacado de fibra. O EBIT foi de €529 milhões, representando queda de 47,9% em relação ao ano anterior, efeito atribuído majoritariamente à saída da NetCo e Sparkle da consolidação.
O prejuízo líquido atribuído aos acionistas do Grupo TIM foi de €132 milhões, uma melhora expressiva frente à perda de €646 milhões no mesmo período de 2024. O fluxo de caixa livre ajustado após arrendamentos foi negativo em €121 milhões, mas apresentou recuperação de €907 milhões na comparação anual.
A dívida financeira líquida ajustada após arrendamentos chegou a €7,498 bilhões ao final de junho, com alavancagem abaixo de 2,1x sobre o EBITDA-AL, o que mantém a TIM como uma das operadoras de capital aberto com a estrutura financeira mais sólida da Europa, segundo a própria companhia. O caixa disponível, somado às linhas rotativas não utilizadas, cobre as obrigações financeiras até 2028.
Nova estrutura e reorganizações
Durante o primeiro semestre, a TIM investiu €834 milhões, equivalente a 12,6% da receita. A companhia obteve ainda ganho de eficiência estimado em €90 milhões em sua operação doméstica, o que representa 44% da meta de eficiência para o ano.
No campo societário, a companhia concluiu a venda integral da NetCo em 1º de julho de 2024 e mantém a expectativa de concluir a alienação da Sparkle ainda em 2025. O objeto social da TIM S.p.A. também foi expandido formalmente, após a aprovação de alteração estatutária na assembleia geral de junho, com direito de retirada exercido por menos de 0,01% dos acionistas.
Em relação à liderança, o CFO Adrian Calaza permanecerá até 31 de dezembro, com substituição já anunciada por Piergiorgio Peluso, que reassume o cargo após o fechamento do terceiro trimestre, previsto para 6 de novembro. Também foi nomeado Leonardo Capdeville como Chief Technology Officer, reportando-se diretamente ao CEO.
