Grupo TIM rechaça Merlyn Partners e defende venda da NetCo

Para acionista, companhia deveria se transformar em uma empresa de tecnologia e vender TIM Brasil; tele, no entanto, diz que contrato de venda com KKR é vinculante e seguirá com negócio
Grupo TIM rebate Merlyn Partners e diz que seguirá com a venda da NetCo
Grupo TIM reafirma contrato com KKR e rebate questionamentos do acionistas Merlyn Partners (crédito: Freepik)

O Grupo TIM (antiga Telecom Italia) defendeu, nesta segunda-feira, 8, a venda da NetCo, sua unidade de rede fixa na Itália, e seu plano de reestruturação, após questionamentos de acionistas veiculados pela imprensa italiana.

No fim de semana, o jornal “La Repubblica” publicou uma entrevista com o engenheiro Umberto Paolucci, candidato preferido do grupo acionista Merlyn Partners para assumir o conselho de administração da tele. Na matéria, o postulante apresentou os seus planos para a operadora, incluindo a transformação da empresa em um negócio de tecnologia e a venda da TIM Brasil.

Vale lembrar que a venda da unidade brasileira havia sido sugerida pela Merlyn Partners antes de o Grupo TIM fechar um negócio de 19 bilhões de euros com o fundo norte-americano KKR pela NetCo.

Em nota, a TIM Itália diz que há diversas informações equivocadas compartilhadas por Paolucci na entrevista, as quais poderiam afetar o valor das ações da empresa na bolsa.

Nesse sentido, o Grupo TIM reafirma que os números apresentados referentes à venda da unidade de rede fixa “são “justos” e foram “confirmados pelas principais instituições bancárias independentes e de consultoria estratégica”.

Além disso, a companhia diz que, após a alienação do ativo, espera ter uma alavancagem de 1,6-1,7 vezes até 2026, não incluindo o potencial de aumento de 4 bilhões de euros de ganhos com a NetCo e a possível venda da rede de cabos submarinos Sparkle.

O Grupo TIM ainda reforçou que a contrato com a Optics BidCo, subsidiária da KKR, é vinculante, de modo que não deve haver atrasos na conclusão da negociação, prevista para o verão no hemisfério norte (junho a setembro). Adicionalmente, a empresa lembrou que, há poucos dias, assinou um empréstimo-ponte de 1,5 bilhão de euros para “enfrentar qualquer cenário” até a concretização da venda do ativo.

Essa não é a primeira vez que um grupo de acionistas questiona a alienação da NetCo. O conglomerado francês Vivendi, maior investidor individual do Grupo TIM, tem um processo em andamento contra a empresa.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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