Fust terá foco em escolas, redes de telecom e pequenos provedores, diz BNDES

Verticais foram confirmadas por Ricardo Rivera, diretor do BNDES; nos últimos quatro anos, banco estatal concedeu cerca de R$ 1 bilhão a ISPs e operadoras por meio de financiamentos

Pequenos provedores de internet devem se beneficiar dos recursos do Fust

Os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) serão direcionados a três verticais: conectividade nas escolas, expansão das redes de telecomunicações por meio de pequenos provedores e aquisição de fibra e equipamentos fabricados no País.

A informação foi confirmada por Ricardo Rivera, chefe do Departamento de Indústrias Intensivas em Tecnologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nesta terça-feira, 25, durante evento em Brasília.

O BNDES, como mediador dos recursos reembolsáveis do fundo, espera impulsionar a conectividade no País, sobretudo em áreas ainda não cobertas pelas redes de telecomunicações.

“Quando conseguirmos casar o Fust com esse tipo de ferramenta [taxa de juros mais baixa], vamos ter uma solução bem interessante para extensão da banda larga”, destacou Rivera, em painel do Seminário Conectividade Significativa: Um Novo Desafio para o Brasil, realizado na sede da Anatel.

Nos últimos quatro anos, o banco concedeu R$ 1 bilhão em apoio direto ao setor de telecomunicações, informou o diretor da instituição.

No recorte de 2020, quando a atuação se intensificou em razão da necessidade de conectividade imposta pela pandemia de covid-19, até abril deste ano, 936 pedidos de empréstimo feitos por pequenos provedores foram atendidos. Nesse período, a concessão de crédito ao setor somou R$ 736 milhões.

“O BNDES atua a partir de R$ 40 milhões. Abaixo disso, o crédito é feito via agentes financeiros, que são mais de 50 instituições. Para telecom, no entanto, o piso é menor. Podemos conceder crédito a partir de R$ 10 milhões, o que viabiliza trabalhar com provedores menores”, explicou Rivera.

Além disso, o diretor da instituição disse que 60% dos financiamentos do setor de telecomunicações junto ao banco de fomento são de provedores com até 5 mil acessos.

“O prazo de até quatro anos para pagar também ajuda a não comprometer as operações dessas empresas”, salientou.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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