Conexão das escolas terá linhas não reembolsáveis e renúncia tributária do BNDES com o Fust

Os recursos reembolsáveis serão direcionados para as demais prioridades, como expansão da infraestrutura para as áreas rurais brasileiras.
BNDES tem linhas de financiamento para conexão das escolas - Crédito: Freepik
Crédito: Freepik

O BNDES avança na formatação das  linhas de financiamento para a expansão da banda larga com os recursos do Fust (Fundo de Universalização) e já definiu que as linhas não reembolsáveis e a nova linha de renúncia fiscal serão integralmente direcionadas para a conexão das escolas públicas brasileiras. As linhas reembolsáveis (quando o tomador do empréstimo tem que pagar pelo dinheiro, a juros subsidiados) serão direcionadas para os demais programas, como a expansão das redes para as áreas rurais.

Segundo Luiz Felipe Hupsel, gerente do departamento das indústrias de TI, Telecom e Economia Criativa do BNDES,  R$ 1 bilhão do Fust já está no caixa do banco, para ser liberado quando todo o programa estiver formatado. Entre as questões que ainda não foram decididas sobre as linhas do BNDES, por exemplo, é quais serão as condições para as empresas que quiserem se candidatar ao financiamento. ¨Mas já está decidido  que o acesso às linhas não reeembolsáveis e de renúncia serão abertas mediante chamamento público¨, afirmou Hupsel.

A Finep também está com muito mais dinheiro em caixa este ano para o financiamento da expansão da infraestrutura de telecom. Conforme Newton Hamatsu, superintendente da área de Inovação da Finep (Financiadora de Estudos de Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), a instituição já liberou, até abril deste ano, R$ 50 milhões em empréstimos de sua linha voltada para as telecomunicações e deverá chegar, até o final do ano, com liberações que somarão R$ 250 milhões.

Fidc

Entre as linhas de  linha de financiamento do BNDES que tem muita procura é o Fidc ( Fundo de Investimentos em Direito Creditório), no qual o BNDES participa com 80% e o fabricante que possui tecnologia nacional soma 20% de capital próprio. Padtec foi a pioneira no lançamento dessa linha e este ano a DPR ingressou também no programa.  Segundo Sergio Simas, CEO da Forte Telecom, os recursos captados através dessa linha permitiram que a empresa carioca ampliasse bastante a capacidade de seu backbone e aumentasse a extensão de  rede de dados neutra para mais estados, entre eles Minas Gerais.  Segundo Simas, que captou os recursos através da Padtec, além de as taxas serem bastante favoráveis, a própria fabricante faz todo o trabalho prévio, desde o financeiro até a preparação da documentação para se conseguir os recursos.

A UM Telecom, cuja sede é em Pernambuco, também já captou recursos via Fidc. E, assinalou Carlos Gonçalves, CFO da operadora, buscar linhas de financiamento subsidiadas é sempre uma boa opção. ” O dinheiro mais caro é o nosso caixa”, vaticinou.

 

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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