Fim da Oi Móvel impacta resultado da Bemobi

Com o fim da Oi Móvel, Bemobi perdeu 6 milhões de assinantes de sua Apps Club

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A Bemobi divulgou hoje, 10, os resultados do segundo trimestre, nos quais avisa que os números caíram em função da venda da Oi Móvel – e que vão continuar caindo ao longo de 2023. A empresa é dona do Apps Club, plataforma de assinatura de aplicações para smartphones.

A companhia terminou junho com 29,3 milhões de assinantes de seus serviços. O fim da Oi Móvel representou perda de 6 milhões de assinantes do Apps Club.

Além do encolhimento do mercado de telecomunicações móvel, a empresa aponta outros fatores para perda de desempenho:

“A vertical de Assinaturas Digitais teve seu desempenho afetado por queda relevante na base de usuários no Brasil, basicamente em função do efeito da migração dos usuários Oi, como também por uma receita decrescente nas operações internacionais, resultante de um crescimento tímido nas assinaturas médias combinada a efeitos cambiais negativos, principalmente da desvalorização do dólar perante ao Real, mas também da desvalorização das moedas paquistanesa, nigeriana e ucraniana”, escreve Pedro Ripper, CEO da Bemobi, no balanço trimestral.

A retração não foi  maior por conta do bom desempenho no segmento de pagamentos, com aumento da demanda justamente pelas operadoras de telecomunicações e pelo setor de utilities. A divisão é hoje a maior geradora de receita para o grupo. Foram 80,4 milhões de transações de microfinanças realizadas, e intermediação de R$ 1,5 bilhão em pagamentos.

No trimestre, a Bemobi comprou a 7aZ, uma startup de solução SaaS. A intenção é usar a tecnologia da startup para comercializar a plataforma de pagamentos digitais junto da provedores de internet (ISPs), uma vez que este segmento de telecom movimenta, diz, R$ 25 bilhões ao ano.

Ripper diz que a segunda metade do ano seguirá de crescimento baixo. “Para o segundo semestre de 2023, apesar dos resultados positivos da solução de Pagamentos, o efeito negativo combinado da migração da Oi, impacto cambial e crescimento tímido de assinaturas digitais devem continuar pressionando as receitas, mais do que compensando qualquer expansão de receita orgânica”, resume.

E conclui: “Acreditamos que o ano de 2023 é um período de transição para a Companhia, à medida que acomodamos o efeito negativo da descontinuidade da Oi Móvel e nos tornamos mais direcionados às jornadas de pagamento digital”.

No segundo trimestre, a Bemobi teve receita líquida de R$ 132,6 milhões, queda de 4% ano a ano. O lucro bruto ficou estável em R$ 97,5%. O EBITDA caiu 3%, para 43,4 milhões. O lucro líquido saltou 122%, para R$ 19,2 milhões em razão de recompra de ações feitas ano passado no mesmo período. Sem este efeito, teria caído 25%.

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Rafael Bucco

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