EUA faz busca ativa de famílias com direito a ‘auxílio-internet’

Programa de democratização da conectividade já atinge 16,7 milhões de famílias, mas número é menos da metade do público-alvo. Governo anuncia parceria com entidades que vão intensificar a divulgação do benefício em comunidades remotas.
EUA faz busca ativa de famílias com direito a auxílio para internet
Programa de Conectividade Acessível dos EUA funciona como um auxílio para custear internet (crédito: Freepik)

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira, 15, um investimento de US$ 73 milhões em estratégia de busca ativa de famílias residentes no país aptas a receber auxílio para custear internet de qualidade ou desconto em dispositivos como computador ou tablet. A medida ocorre após o Estado registrar menos da metade do público-alvo previsto no projeto de financiamento.

O Programa de Conectividade Acessível (ACP na sigla em inglês), reformulado em 2021, é voltado para pessoas de baixa renda – incluindo aquelas que têm até o dobro da renda do grupo que está na linha da pobreza. A expectativa era atingir cerca de 48,6 milhões de famílias, mas o número de domicílios inscritos está em 16,75 milhões.

As famílias inscritas recebem dos EUA um auxílio de até US$ 30 mensais em contas de internet (ou até US$ 75 por mês no caso de integrantes de comunidades remotas). Na prática, a internet sai gratuita, já que o governo firmou acordo com 1,3 mil provedores, incluindo os líderes do país, para que a cobrança a essas famílias não extrapole o valor do benefício. A velocidade mínima exigida nos planos é de 100 Mbps.

O programa também concede aos beneficiários um desconto único de até US$ 100 na compra de laptop, computador desktop ou tablet.

Busca ativa

Dos US$ 73 milhões anunciados pelos EUA, a maior parcela, US$ 66 milhões será destinada a organizações parceiras da FCC para servir como “mensageiros comunitários”, com o intuito de alcançar famílias aptas e que não tem acesso à internet de alta velocidade a cadastrá-las no auxílio.

“As organizações parceiras poderão usar os recursos para realizar campanhas digitais, engajamento de porta em porta [busca ativa], ter acesso ao banco de dados telefônicos e promover eventos de divulgação”, diz o governo dos EUA em nota.

Outros US$ 7 milhões dos recurso vão para dois projetos-piloto, um deles que visa identificar famílias elegíveis entre as cadastradas em programa federal de habitação e outro que atende entidades que atuam em escolas e entidades governamentais locais.

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Carolina Cruz

Repórter com trajetória em redações da Rede Globo e Grupo Cofina. Atualmente na cobertura dos Três Poderes, em Brasília, e da inovação, onde ela estiver.

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