Ericsson vai demitir 1.400 empregados na Suécia para diminuir custos

Companhia planeja reduzir US$ 860 milhões em custos até o fim deste ano; trabalhadores serão dispensados por meio de Programa de Demissão Voluntária (PDV)
Ericsson também pode demitir empregados em outros países
Sede da Ericsson em Kista, Estocolmo (Suécia); empresa também pode demitir empregados em outros países (crédito: Divulgação)

A Ericsson anunciou que planeja implementar um plano de redução de custos que incluiu a demissão de aproximadamente 1.400 trabalhadores na Suécia. A medida deve ser posta em prática como resposta a uma demanda mais fraca por equipamentos 5G.

A companhia almeja reduzir os custos de produção em cerca de 9 bilhões de coroas suecas (US$ 860 milhões, ou R$ 4,44 bilhões) até o fim deste ano. O plano, segundo a empresa, também inclui o fechamento de instalações e a simplificação de processos.

Os cortes de emprego devem acontecer por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), uma vez que a fornecedora de equipamentos de telecomunicações já concluiu as negociações com os sindicatos trabalhistas suecos.

As dispensas, no entanto, podem não se limitar ao território do país do norte da Europa. Segundo a Reuters, duas fontes próximas à empresa disseram que outros cortes, os quais envolveriam milhares de trabalhadores em outros países, devem ser anunciados nos próximos dias.

Com o corte, a Ericsson se junta a outras grandes empresas de tecnologia que anunciaram demissões em massa neste ano, como Microsoft, Amazon e Google. Ainda que o corte atinja um menor número de trabalhadores, as demissões correspondem a aproximadamente 10% da força de trabalho da Ericsson no seu país natal.

Em janeiro, quando divulgou os resultados financeiros do ano passado, a Ericsson informou que obteve lucro líquido de 19,1 bilhões de coroas suecas (US$ 1,86 bilhão) em 2022. O resultado indica queda de 17% na comparação com o ano anterior.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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