ECT fechará ano no vermelho de novo

O plano de saúde, com custo anual de R$ 1,9 bilhão e o PDI foram os vilões apontados pelo presidente da empresa para os prejuízos que ainda serão conhecidos.

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O presidente dos Correios, Guilherme Campos, afirmou hoje, 20, que os Correios fecharão o seu balanço de 2017 novamente com prejuízos, o que será o seu quinto prejuízo anual seguido. Em 2016 e 2015 a empresa teve prejuízo de R$ 2 bilhões em cada ano.

Segundo Campos – que não pode antecipar o valor exato do resultado, porque a empresa é aberta – dois serão os principais motivos para o resultado no vermelho. O plano de demissão incentivada, que irá gerar impacto de R$ 970 milhões, mesmo com o diferimento de 8 anos. E o impacto direto do plano de saúde, que este ano custará entre R$ 1,8 a R$ 1,9 bilhão.

“O plano de saúde foge de qualquer razoabilidade”, voltou a dizer o executivo. Segundo ele, depois que a empresa não conseguiu acordo no TST, resolveu judicializar a questão e o primeiro julgamento está marcado para fevereiro do próximo ano.

 

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Miriam Aquino

Jornalista há mais de 30 anos, é diretora da Momento Editorial e responsável pela sucursal de Brasília. Especializou-se nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, e tem ampla experiência no acompanhamento de políticas públicas e dos assuntos regulatórios.
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