Desktop tem mudanças no Conselho de Administração
Companhia recebeu as renúncias de Tiago Waiselfisz e Thaísa Rabaneda Lopes e nomeou Débora Vizeu e Bernardo Varela Mello para os cargos vagos. Enquanto isso, Cade inicia a análise da venda da Desktop para a Claro.
A Desktop aprovou mudanças em seu Conselho de Administração após receber os pedidos de renúncia de Tiago Branco Waiselfisz e Thaísa Giorno Dantas Rabaneda Lopes. As alterações foram deliberadas em reunião do colegiado realizada em 1º de junho.
Tiago Waiselfisz deixou o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração, enquanto Thaísa Rabaneda Lopes renunciou à posição de membro do colegiado. Ambos haviam sido eleitos durante a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 23 de abril de 2025.
Para preencher as vagas até a realização da próxima assembleia geral, o Conselho aprovou a nomeação de Débora Mayor Vizeu para a vice-presidência do colegiado e de Bernardo Varela Mello para o cargo de conselheiro.
Com a decisão, o Conselho de Administração da operadora passa a ser composto por Marcelo Hudik Furtado de Albuquerque, na presidência; Débora Mayor Vizeu, na vice-presidência; Denio Alves Lindo, Bernardo Varela Mello e Ana Regina Roson como membros efetivos; além dos conselheiros independentes Marcos Camargo de Assis e Carlos Raimar Schoeninger.
A reunião ocorreu na sede da companhia, em Nova Odessa (SP), e contou com a presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração. As nomeações terão validade até a primeira assembleia geral da companhia a ser realizada após a decisão do conselho.
Compra pela Claro começa a tramitar no Cade
As mudanças no Conselho de Administração ocorrem enquanto avança a análise da aquisição da Desktop pela Claro NXT Telecomunicações. O processo começou a tramitar formalmente no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) após a publicação do despacho de admissibilidade no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 8.
O ato de concentração foi protocolado conjuntamente por Claro NXT e Desktop em 27 de maio e será analisado pelo rito ordinário.
Nos documentos apresentados ao Cade, Claro e Desktop afirmam que a operação envolve sobreposição de atividades em 198 municípios paulistas no mercado de banda larga fixa. A análise concorrencial elaborada pelas empresas indica que 117 dessas localidades deverão passar por exame no rito ordinário da autarquia, em razão dos níveis de concentração resultantes da operação.
Em parte desses mercados, a participação combinada das companhias se aproxima de 50% dos acessos de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), como em Campo Limpo Paulista, onde alcançaria 49,97%, e em Caçapava, com 49,39%, considerando dados da Anatel referentes a dezembro de 2025. Apesar disso, as empresas sustentam que a aquisição não resultará na criação ou no fortalecimento de posição dominante e defendem a aprovação da operação sem restrições.
A operação já havia sido aprovada pela Anatel em maio deste ano, por meio do Ato nº 7.206/2026. Com o início da tramitação no Cade, a aquisição passa a ser submetida à análise concorrencial, etapa necessária para a conclusão do negócio.




