Credores aprovam novo plano de recuperação da Oi

O novo Plano de Recuperação Judicial da Oi foi aprovado por 79% dos credores na madrugada desta sexta-feira, em assembleia, realizada no Rio de Janeiro. Eles poderão obter até 80% do capital da companhia.

(crédito: Oi/Divulgação)

O novo Plano de Recuperação Judicial da Oi foi aprovado na madrugada desta sexta-feira pelos credores da companhia, em assembleia, realizada no Rio de Janeiro.

O novo plano recebeu sinal verdade de 79,87% dos credores quirografários, prevê a reestruturação das dívidas financeiras da companhia adequando-as à sua capacidade de pagamento. Segundo a empresa, sem comprometer sua atuação operacional e também seus negócios no segmento de fibra óptica

O plano prevê a entrada de dinheiro novo, condições melhores para credores que entrarão com recursos, venda de ativos da companhia para pagamento de credores com prioridade para a quitação de dívidas e o fornecimento de garantias para assegurar o pagamento dos credores. Os objetivos principais são a redução do endividamento, a garantia de liquidez de curto e médio prazo; e a melhoria da estrutura de capital.

Segundo o diretor jurídico da Oi, Thalles Paixão, que apresentou o novo plano durante a assembleia, as condições de financiamento não foram alteradas de forma substancial nesta última rodada de discussões com os credores, mas trouxeram melhorias.

Resultado de extensas negociações mantidas entre a companhia e seus stakeholders nos últimos meses, o plano prevê uma entrada de recursos de U$ 655 milhões. Também está previsto um empréstimo ponte (em forma de DIP) de US$ 135,8 milhões para financiamento de curto prazo. “O ponto central do plano é garantir a liquidez para manter a operação da companhia”, afirmou. ​​​​

As garantias para os credores incluem a venda da participação da Oi na V.tal, a unidade de negócios da Oi Fibra, imóveis, dentre outros. O plano também prevê a capitalização dos créditos remanescentes em até 80% do capital social da Oi, para os credores que aportarem recursos na empresa. ​

O montante total da nova dívida emitida pela companhia será de R$ 6,75 bilhões divididos em duas tranches, uma de R$ 4,5 bilhões e a segunda de R$ 2,5 bilhões. O plano ainda precisa ser homologado pelo juízo da recuperação judicial para ser implementado, mas a expectativa da empesa é que isso não demore a acontecer.

A nova Oi está centrada na conectividade de fibra óptica e serviços digitais para usuários residenciais, empresariais e corporativos. Estruturalmente a companhia é formada pela Oi S.A., voltada para B2C, PME; a Oi Soluções, o braço de conectividade e soluções de TI para B2B; a V.tal, com participação acionária relevante, atuando no mercado de atacado; e por duas empresas, a Serede e a Tahto, que são subsidiárias 100% da Oi e representam dois elementos importantes no processo de transformação da companhia.

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Rafael Bucco

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