Compensação de carbono atrai menos empresas

A oferta destes créditos cresceu apenas 2%, com 255 milhões de compensações criadas por projetos em todo o mundo, informa a BloombergNEF.
Compensação de carbono atrai menos - Crédito: Freepik
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O mercado de compensação de carbono teve queda no ano passado em relação a 2021, informa o novo relatório de pesquisa da BloombergNEF.

As empresas compraram apenas 155 milhões de compensações, uma queda de 4% em relação a 2021, devido a temores de risco à reputação na compra de créditos de baixa qualidade. A oferta destes créditos cresceu apenas 2%, com 255 milhões de compensações criadas por projetos em todo o mundo. A oferta de créditos de “desmatamento evitado” diminuiu em um terço de 2021 a 2022. Algumas empresas foram acusadas de greenwashing após comprarem compensações de projetos que tiveram um impacto ambiental questionável.

Kyle Harrison, chefe de pesquisa de sustentabilidade da BNEF foi altamente crítico em relação as normas atuais. “O mercado de compensações de hoje, criado principalmente a partir de transações bilaterais de créditos baratos, está potencialmente cavando sua própria cova”, disse. “Os compradores precisam de transparência, definições claras em torno da qualidade e fácil acesso ao fornecimento premium, ou os próximos anos serão parecidos com o que vimos em 2022. Essas mudanças gerarão sinais de demanda para os projetos de maior impacto de descarbonização e com maior necessidade de investimento.”

A definição do que constitui uma compensação de carbono de alta qualidade é uma questão polêmica atualmente. Investidores, empresas e organizações sem fins lucrativos reconhecem cada vez mais que a definição de qualidade engloba fatores difíceis de quantificar, como permanência e benefícios além da descarbonização.

Futuro

Mas a consultoria acredita que é possível amplia esse mercado. Conforme o relatório,  valor total dos créditos de carbono produzidos e vendidos para ajudar empresas e indivíduos a cumprir suas metas de descarbonização pode atingir US$1 trilhão logo em 2037. Mas para que essa cifra seja alcançada, definições mais rigorosas de qualidade e uma maior ênfase na remoção de carbono podem aumentar a confiança do mercado, aumentar os preços e impulsionar a demanda.

 

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Da Redação

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