Com maior IPO de 2023, Arm deve levantar US$ 5 bilhões na Nasdaq

Desenvolvedora britânica de chips é avaliada em US$ 54,5 bilhões; ações, que começam a ser negociadas nesta quinta-feira, 14, foram precificadas em US$ 51
Arm deve levantar US$ 5 bilhões em maior IPO de 2023
Desenvolvedora de chips britânica, Arm deve realizar o maior IPO de 2023 (crédito: Reprodução)

A empresa britânica de chips Arm deve realizar, nesta quinta-feira, 14, a maior abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) de 2023 nos Estados Unidos. As ações foram precificadas em US$ 51 (aproximadamente R$ 249). Com esse preço, a empresa deve ser avaliada em US$ 54,5 bilhões (R$ 266 bilhões).

Os papéis começam a ser negociados hoje, na bolsa norte-americana Nasdaq, sob o símbolo ARM. A expectativa é de que a oferta pública inicial de ações levante cerca de US$ 4,9 bilhões (R$ 23,9 bilhões). O IPO deve ser concluído na próxima segunda-feira, 18. Barclays, Goldman Sachs, J.P. Morgan e Mizuho atuam como gestoras do processo de abertura de capital.

Fundada em 1990, a Arm não necessariamente fabrica chips, mas projeta circuitos integrados para dispositivos tecnológicos. A empresa, desde a fundação, se dedica ao fornecimento de chips para o mercado de telefonia móvel.

Não à toa, se tornou um participante dominante no setor, de modo que 99% dos smartphones vendidos no mundo contam com semicondutores da companhia. A expectativa é de que, ao abrir o capital, a Arm intensifique as investidas em setores nos quais têm menor participação, como computação em nuvem, redes de informática e indústria automotiva.

Apesar da origem britânica, a Arm pertence, atualmente, à japonesa Softbank, que atua no setor de telecomunicações. Em 2016, a Softbank comprou a desenvolvedora de chips por US$ 32 bilhões (R$ 156,1 bilhões). No mês passado, em preparação para o IPO, adquiriu uma fatia de 25% das ações que havia vendido. Na ocasião, a Arm havia sido avaliada em US$ 64 bilhões (R$ 312,3 bilhões), valor, portanto, superior ao da atual oferta pública.

Em 2022, a Nvidia, também do ramo de chips, tentou comprar a Arm por US$ 40 bilhões (R$ 195,1 bilhões), mas o negócio não foi concretizado, em razão de preocupações regulatórias no sentido de que a transação poderia levar a uma concentração de mercado.

De todo modo, tanto a Nvidia quanto a Arm têm visto o valor dos seus negócios cresceram. Isso se deve à explosão do interesse por Inteligência Artificial (IA). Os sistemas que usam essa tecnologia, em geral, requerem processadores de alta potência. Com isso, desenvolvedores e fabricantes de chips devem ter um mercado com grande potencial para explorar.

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Eduardo Vasconcelos

Jornalista e Economista

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