Caixa revê licitação de nuvem e dá vitória à Claro

Caixa desclassificou a CTIS da licitação de nuvem por falta de comprovação de experiência em projetos de datalake, aceitou proposta da Claro, de R$ 74 milhões.

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A mais recente licitação para contratação de serviços em nuvem da Caixa Econômica Federal teve o resultado revisto. Conforme antecipou o Tele.Síntese em março, havia dúvidas a respeito da vitória da empresa CTIS, que baixou seu lance mesmo depois de já obter o menor preço, e com folga, na disputa. O menor preço foi apresentado após negociação, pelo qual ofertou serviço de multinuvem – embora o edital fosse para nuvem única.

A disputa era por um contrato de R$ 123 milhões, que após as sucessivas rodadas, teve como preço mais baixo o da CTIS, de R$ 49,8 milhões. Na sexta-feira, 19, a Caixa avisou que a proposta foi desclassificada por não atender a todos os requisitos técnicos do edital.

A Caixa diz que a CTIS não comprovou experiência prévia com projetos de dimensões semelhantes nem nos prazos desejados para a contratação.

Com isso, a Claro, que tinha apresentado o segundo menor lance, de R$ 75 milhões, foi declarada a vencedora. A Caixa abriu negociação com a tele nesta segunda-feira, 22, a fim de buscar redução maior do preço. Até o fechamento dessa reportagem, o valor tinha caído para R$ 74,36 milhões.

O Tele.Síntese apurou que as regras do pregão (de número 0030/2024) foram consideradas restritivas, o que reduziu muito a quantidade de empresas entre a fase de inscrição e a de lances. O lace da CTIS combinava 80% de nuvem Huawei e 20% de AWS, orquestradas por um portal Morpheus (o que não era previsto no edital). Claro e Atos apresentaram proposta de nuvem única, como descreve o edital, em ambos os casos baseada em solução do Google.

Das 9 empresas que deram lances, quatro apresentaram parceria com o Google, três com AWS e duas com Huawei (considerando a proposta multicloud da CTIS). Uma não informou qual plataforma iria utilizar para entregar os serviços.

Além de Claro e CTIS, deram lances na disputa em março as empresas Atos (terceira colocada, com oferta de R$75,1 milhões), Stefanini, Sauter Tecnologia, Datarain, Agora Soluções em TICs, Marco Antonio Lamego e IPNet. Mais de 20 demonstraram interesse no início do processo, mas desistiram de competir.

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Rafael Bucco

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