Brasil pautará desinformação e IA ao presidir GT do G20

País receberá próxima reunião ministerial, em 2024. MCom apresentou prioridades durante encontro deste ano, na Índia.
Foto: Kayo Sousa/MCom
Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, representa Brasil durante encontro do G20 em Bengaluru, na Índia. | Foto: Kayo Sousa/MCom

O Brasil assumirá a próxima presidência do Grupo de Trabalho em Economia Digital do G20, que se reunirá no país em 2024. O Ministério das Comunicações (MCom) apresentou as temáticas prioritárias a serem discutidas durante o encontro ministerial deste ano, que ocorreu em Bengaluru, na Índia, no último sábado, 19.

O trabalho do GT do G20 em Economia Digital durante a presidência brasileira envolverá:

  • Como alcançar uma conectividade universal e significativa;
  • Efeitos e mitigação de riscos da inteligência artificial;
  • Combate à desinformação e
  • Governo digital – este último, como forma de “dar continuidade aos trabalhos da presidência indiana sobre infraestrutura digital”, segundo o MCom.

Em nota publicada durante o fim de semana, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, afirma que “o foco central será uma abordagem abrangente da inclusão digital”.

Declaração conjunta

Reunião ministerial do GT em Economia Digital do G20, na Índia | Foto: Divulgação

A presidência brasileira na próxima reunião é citada no documento final do GT do G20, assinado pelos países membros. De acordo com o texto, o Brasil “espera aproveitar as conquistas das presidências anteriores para continuar a promover uma abordagem inclusiva, sustentável, orientada para o desenvolvimento e centrada no ser humano, com os objetivos fundamentais de realizar todo o potencial da economia digital para todos, melhorando a vida das pessoas e eliminando as barreiras digitais”.

No encontro deste ano, na Índia, os três temas prioritários do encontro foram: infraestrutura digital pública, segurança na economia digital e habilidades digitais.

Um dos pontos acordados no encontro é que os gestores devem incentivar capacitações que explorem “uma abordagem interdisciplinar que inclui estratégia, governança tecnológica, estruturas regulatórias e não regulatórias, cultura, economia, resposta a incides e gestão de crises”, além de conscientizar cidadãos, grandes e pequenas empresas sobre como manter o ambiente digital protegido, inclusivo e acessível.

Ainda no documento, os países membros se comprometem a “fomentar uma economia digital que promova o respeito aos direitos humanos, à privacidade e à proteção de dados pessoais para todos, e contribua para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Veja a íntegra do documento final, em inglês.

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Carolina Cruz

Repórter com trajetória em redações da Rede Globo e Grupo Cofina. Atualmente na cobertura dos Três Poderes, em Brasília, e da inovação, onde ela estiver.

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