Bancos diminuem apetite pelo risco de crédito, diz BC

Há uma desaceleração no ritmo de crescimento nas modalidades de crédito para pessoas físicas, como cartão de crédito e crédito não-consignado.

BC vê menos risco ao crédito. Crédito-Freepik

O Banco Central  ( BC) avaliou que diminuiu o apetite ao risco dos bancos na concessão de crédito às famílias e às empresas no Brasil, mas o ambiente ainda demanda atenção. A análise foi divulgada nesta quarta-feira, 31, por meio da ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) realizada na semana passada.

Em relação ao crédito para as famílias, o BC identificou que há uma desaceleração no ritmo de crescimento nas modalidades mais arriscadas, como cartão de crédito e crédito não-consignado. “Na margem, observa-se maior conservadorismo nos critérios das novas concessões”, trouxe a ata. O Comef ressaltou que o comprometimento de renda e o endividamento permanecem em níveis historicamente elevados e a materialização de risco supera a do período da pandemia.

Com relação às empresas, houve desaceleração no ritmo de crescimento do crédito dos bancos, mas o comitê salientou que não se percebe alteração relevante nos critérios de concessão. “O Comef avalia que é importante os intermediários financeiros continuarem preservando a qualidade das concessões, levando em conta, notadamente, a exposição total dos seus clientes junto ao SFN”, trouxe a ata, citando o Sistema Financeiro Nacional.

O BC comentou também que persiste a aversão ao risco no mercado de títulos de dívida corporativa no País. “Eventos ocorridos no início do ano, aliados a condições financeiras mais restritivas, afetaram todo o mercado, e seus efeitos ainda não se dissiparam”, destacou o documento. O volume de emissões e os prazos se reduziram, conforme a ata, e os spreads aumentaram. “O Comef segue acompanhando a evolução do mercado de crédito privado e está pronto para atuar em caso de disfuncionalidade.”

(com agências)

 

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Da Redação

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