Anatel aponta concentração em pequenos municípios
Relatório traz, pela primeira vez, análise municipal da competição no setor e mostra elevada concentração em cidades de até 30 mil habitantes

A Anatel identificou elevados níveis de concentração nos mercados de telefonia móvel e banda larga fixa em municípios brasileiros com menos de 30 mil habitantes.
Pela primeira vez, o Relatório de Monitoramento da Competição apresenta indicadores municipais do setor, mostrando que as três maiores prestadoras concentram entre 90% e 100% do mercado móvel em 5.452 municípios e do mercado de banda larga fixa em outros 3.482.
A nova análise utiliza o Índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), indicador empregado para medir a concentração de mercado, permitindo um acompanhamento mais detalhado da dinâmica competitiva em nível local.
Apesar da concentração observada em municípios menores, os indicadores nacionais permaneceram abaixo dos limites estabelecidos nas Metas Estratégicas da Agência. O HHI do Serviço Móvel Pessoal (SMP) ficou em 0,3048, frente ao limite de 0,3594, enquanto o índice do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) alcançou 0,0690, abaixo do limite de 0,1500.

Mercado móvel mantém crescimento
O mercado brasileiro de telefonia móvel encerrou o segundo trimestre de 2026 com 276,4 milhões de acessos, o que representa crescimento anual de 3,7%.
A tecnologia 5G passou a responder por 23,9% da base móvel do país, totalizando 66,1 milhões de linhas. No período, a Vivo registrou adição líquida de 1,02 milhão de acessos e encerrou o trimestre com participação de 37,9% do mercado. A TIM alcançou participação de 22,4%.

Fibra representa mais de 80% da banda larga
Na banda larga fixa, o Brasil contabilizou 55,4 milhões de acessos ao fim do trimestre. A fibra óptica respondeu por mais de 80% da base instalada, somando 44,7 milhões de conexões.
A Claro liderou o mercado com participação de 19,5%, seguida pela Vivo, com 15,1%. A NIO, sucessora da Oi Fibra, registrou participação de 6,2%.

O relatório também reúne informações sobre serviços de streaming (OTT) e aplicações de voz baseadas em internet, ampliando o acompanhamento dos mercados digitais relacionados às telecomunicações.
Divulgadatrimestralmente pela Superintendência de Competição da Anatel, a publicação consolida indicadores de evolução dos mercados de telecomunicações e subsidia o monitoramento das condições concorrenciais do setor.




