Anatel alerta marketplaces sobre venda de produtos não homologados pela agência
A responsabilidade da plataforma digital ao oferecer em sua página na internet equipamentos não homologados pode render multa por parte da agência

Representantes de mais de dez plataformas digitais receberam da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na última semana, ofícios sobre a publicidade e a venda de produtos para telecomunicações sem homologação da Agência. Nestes comunicados, a Anatel alertou os responsáveis pelos marketplaces sobre a necessidade de adotar com urgência medidas preventivas ou até repressivas no intuito de minimizar o risco de disponibilização em suas plataformas de produtos de telecomunicações não homologados.
Entre as medidas sugeridas estão a proibição de vendas de determinados produtos; a seleção criteriosa para cadastramento do fornecedor; o uso de tecnologia para bloquear o conteúdo potencialmente infringente; e a elaboração de lista de ofertantes que infringiram as condições das plataformas.
Tanto a comercialização como a utilização de produtos para telecomunicações não homologados são passíveis de sanções administravas que podem ir de advertência à multa, conforme previsto na Lei Geral de Telecomunicações (LGT, Lei nº 9.472/1997). Caso o equipamento faça uso irregular de radiofrequências (tecnologia sem fio), o usuário pode, a depender do caso, cometer crime com pena de um a quatro anos de detenção.
A responsabilidade da plataforma digital (marketplace) ao oferecer em sua página na internet equipamentos não homologados pode caracterizar a atividade de comercialização, passível de sancionamento.
A Anatel desenvolve, desde 2018, o Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP), com o qual fortalece a fiscalização no combate à comercialização e utilização de equipamentos para telecomunicações sem a devida homologação, o que coloca em risco a segurança dos usuários.
O PACP é desenvolvido por meio de ações autônomas e, também, parcerias com outros órgãos da Administração, como os ministérios da Justiça e da Economia, a Receita Federal e as polícias Federal e Rodoviária Federal. (Com assessoria de imprensa)
