Algar Telecom registra prejuízo no 2º tri

Iniciativa de descontos para receber de pagadores duvidosos contribuiu para as perdas, explicou a Algar Telecom

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A Algar Telecom divulgou na noite de ontem, 8, os resultados do segundo trimestre de 2023, no qual amargou prejuízo de R$ 32,8 milhões, alta de 994,8% em relação ao mesmo período de 2022. Segundo a companhia, a perda se deveu a maior volume de amortização e depreciação e, principalmente, por maiores despesas financeiras.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 161,6 milhões, 33,3% pior do que o apurado um ano antes. A companhia diz que o aumento aconteceu por causa de descontos concedidos a clientes em uma iniciativa de recuperação de devedores duvidosos. Já a linha depreciação e amortização do balanço aumentou 16,2% ano a ano, para R$ 188,2 milhões, resultando de investimentos altos feitos no passado na expansão da rede óptica.

Sem estes fatores, não haveria prejuízo para a Algar Telecom no período. O EBITDA (lucro antes de juros, depreciações, amortizações e impostos) foi positivo em R$ 293,4 milhões, alta de 8%.

As receitas líquidas de serviços da Algar Telecom somaram R$ 684,4 milhões no trimestre, alta de 8,9%. A empresa cresceu 7,2% no B2B, seu principal mercado, no qual faturou R$ 465,2 milhões. No B2C, cresceu mais: 12,7%, registrando receitas de R$ 219,2 milhões.

Segundo a Algar, o crescimento no varejo se deu em função do aumento de assinantes de banda larga em fibra, da quantidade de usuários pós-pagos e de serviços digitais. “Conectamos 31,0 mil novos clientes em fibra (+6,1%) ao longo dos últimos doze meses e, com isso, 98,8% dos nossos 548,1 mil usuários residenciais passaram a estar nessa tecnologia”, diz o relatório.

No celular, a companhia adicionou 11,7 mil clientes, dos quais, 75% no pós-pago. Com SVA, as receita subiram 122%. Mas o balanço não detalha quais produtos foram mais rentáveis no segmento.

A companhia reduziu, porém, os investimentos. O Capex operacional caiu 4,2%, para R$ 134 milhões. Mas a redução pode ser vista como boa, pois houve aumento de 0,8% na aplicação para expansão de rede, e queda de 19% nos gastos com manutenção.

O endividamento líquido da companhia soma R$ 2,83 bilhões.

Em termos operacionais, a companhia encerrou junho com 798,1 mil cliente na banda larga fixa, alta de 2,3%. Na telefonia móvel, cresceu 12,3% ano a ano, totalizando 4,61 milhões de clientes. Na telefonia fixa cresceu 0,8%, chegando a 709,7 mil usuários.

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Rafael Bucco

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