A Adoção de Tecnologia SD-WAN pelos ISPs

FiberX explica como tecnologia inovadora baseada em hardware e camada inteligente de software permitem aos ISPs agregarem valor no fornecimento de links
Luiz Puppin – gerente de treinamentos da FiberX e especialista em comunicações móveis | Foto: Divulgação
Luiz Puppin – gerente de treinamentos da FiberX e especialista em comunicações móveis | Foto: Divulgação

“Os ISPs podem adquirir a solução de software, montar uma equipe especializada, ter um NOC/SOC capaz de gerenciar essa tecnologia e, então, oferecer essa combinação em vez de ofertar apenas a WAN, o que irá fidelizar o cliente”.

Estamos vivenciando uma época em que cresce cada vez mais a demanda de empresas por links mais velozes, seguros e que suportem o alto tráfego de seus dados. Atenta a esta necessidade, a FiberX, importante fornecedora de soluções em telecomunicações e distribuidora de grandes marcas como a Huawei, passou a oferecer a solução de SD-WAN – Software Defined-Wide Area Network – ao mercado, para que provedores possam realizar a gestão de banda de rede de seus clientes mediante o uso de softwares de apoio. No texto a seguir, Luiz Puppin, especialista em Comunicações Móveis e gerente de treinamentos da FiberX explica o que é a tecnologia e como ela pode gerar valor agregado aos ISPs.

A tecnologia SD-WAN, que teve o início de sua discussão no ano de 2014, em linguagem simples e direta consiste na inserção de uma camada superior de inteligência de controle baseada em software, acima das interconexões de WAN (Wide Area Network) já existentes. Daí vem o prefixo SD (Software Defined) da sigla SD-WAN.

Para uma compreensão mais fácil, vamos pensar em um cenário que toda companhia, independente do ramo de atuação e que possua vários escritórios, filiais, warehouses, universidades, etc. obrigatoriamente precisa que todos os pontos se comuniquem. Tradicionalmente, contrata-se uma operadora de telecomunicações que faz o link ou a ligação entre esses pontos. Esses links podem usar tecnologias diferentes como por exemplo ADSL, xPON, 4G, Rádio, Satélite ou Rede Metro. Até aí nenhum problema, pois a compatibilidade entre os diferentes modelos é relativamente fácil de se resolver. Porém, essa “mistura” pode gerar brechas na segurança, instabilidade, e baixa latência e o trabalho de operação e manutenção dessas conexões WAN pode se tornar complexo.

A mescla de tecnologias diferentes na última milha, ou seja, quando os dados chegam a parte final de todo o trajeto, a necessidade de inclusão de links de backup, a necessidade de balanceamento de tráfego no momento de maior consumo das redes, a garantia de uma melhor experiência de uso em aplicações críticas e a preocupação constante com a segurança do tráfego de dados sensíveis através de redes públicas, começou a tornar o trabalho de quem mantinha essas redes funcionando quase impossível. Foi a partir desse conjunto de necessidades que se começou a discutir a ideia de inserir uma camada de software para auxiliar nessas tarefas, o que mais tarde geraria o conceito de SD-WAN.

Arquitetura SD-WAN

Em condições normais, cada empresa teria o seu sistema de SD-WAN autossuficiente e plenamente responsável por manter o tráfego de dados fluindo perfeitamente entre todos os pontos necessários. Porém, não vivemos num mundo perfeito e a verdade é que a grande maioria das empresas não possui um setor de TIC bem estruturado, o que faz a mais simples das tecnologias, às vezes, não entregar o resultado necessário.

É neste ponto que a FiberX entende que é fundamental para os fornecedores de links agregarem valor ao produto, como mencionado no começo deste texto. Os ISPs podem adquirir a solução de software, montar uma equipe especializada, ter um NOC/SOC capaz de gerenciar essa tecnologia e então, oferecer essa combinação ao cliente em vez de ofertar apenas a WAN, o que irá fidelizar o cliente.

Outro ponto de ganho de receita que a SD-WAN pode gerar está no fato de que a fornecedora da solução de SD-WAN não precisa necessariamente ser a fornecedora dos links de comunicação. Basta que os roteadores sejam compatíveis com a camada de software para que a solução funcione de forma independente do meio de transmissão. O que isso possibilita? Pensemos no exemplo de um supermercado, com dezenas de lojas. Hoje, para que se realize a interconexão, precisa-se tem um ponto de presença ou parceria de última milha em cada um dos endereços contratados. Num ambiente de SD-WAN, basta que em cada endereço seja adicionado um roteador compatível com sua solução de software, que independentemente de ser um link seu ou de seu concorrente, quem irá responder pela inteligência do tráfego será a sua solução paga como serviço.

Diante desta realidade, segundo Puppin, é importante que os profissionais da área, assim como a FiberX fez, também passem a olhar de forma receptiva a este conceito, mesmo porque ao que tudo indica, essa não é mais um Fast Fashion em Tech, inclusive pelas estimativas de Gartner, em 2023 até 90% das redes WAN de empresas americanas terão algum tipo de implementação nesse modelo e por aqui provavelmente seremos influenciados.

A tecnologia SD-WAN está na lista de inovações que a FiberX oferece, junto com equipamentos, serviços, cloud, energias renováveis e outras, diz Puppin. Acrescenta ainda que o compromisso da empresa é sempre trazer inovação para agregar ainda mais valor às soluções que oferece, o que os torna únicos em um mercado extremamente competitivo.

Acesse o artigo na íntegra: https://www.fiberx.com.br/post/tecnologia-sdwan
Para saber mais sobre as soluções da FiberX, acesse: www.fiberx.com.br

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Da Redação

A Momento Editorial nasceu em 2005. É fruto de mais de 20 anos de experiência jornalística nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e telecomunicações. Foi criada com a missão de produzir e disseminar informação sobre o papel das TICs na sociedade.

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