817 cidades têm mais antenas 2G/3G do que 4G, aponta a Abinee

Para entidade que representa fabricantes de celulares e equipamentos de telecom, o desligamento das redes 2G e 3G precisa ser escalonado e prever incentivos para expansão da cobertura 4G

Crédito: Freepik

A Abinee foi uma das associações que participaram da Tomada de Subsídio nº23, da Anatel, sobre o desligamento das redes 2G e 3G. A organização aponta que há no país 817 cidades com mais antenas 2G/3G do que 4G ou superior. Pontua também que há ainda uma ampla base de dispositivos em uso pensados para tais tecnologias, como “feature phones” ou rastreadores veiculares.

Diante desse cenário, em que as redes legadas são importantes em muitas cidades e para alguns segmentos econômicos, a entidade recomenda um processo paulatino de desligamento, com incentivos à expansão das redes novas.

“Faz-se necessário um plano de incentivo às operadoras para equiparação da cobertura, o uso do FUST poderia ser feito para esta finalidade”, observa a Abinee em sua contribuição. Recomenda ainda descontos tributários a dispositivos LTE com VoLTE (que permitem conexão de voz).

Para a Abinee, não é aconselhável a possibilidade de a Anatel interromper a homologação de novos aparelhos nas tecnologias, uma vez que isso afetaria o portfólio de produtos das fabricantes de celulares.

Em vez disso, recomenda que a homologação continue até 2026, “permitindo assim que os fabricantes terminem o desenvolvimento de produtos e escoem os estoques de materiais e produtos”. O desligamento das redes legadas, por sua vez, deveria acontecer em 2028, opina.

A entidade também recomenda a criação de incentivos para a comercialização de celulares LTE básicos (os feature phones) com suporte a VoLTE e a módulos LTE-M e NB-IoT para a substituição do parque de objetos conectados às redes 2G/3G seja trocado.

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Rafael Bucco

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