Velocidade de conexão nas escolas precisa subir 156%, pelo menos
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Estudo divulgado hoje, 31, pelo Grupo Interinstitucional de Conectividade na Educação (GICE), formado por mais de 20 de instituições entre órgãos governamentais, operadoras, associação de provedores, empresas de tecnologia e organizações do terceiro setor, diz que é preciso multiplicar por 2,5x a velocidade média praticada atualmente nas escolas públicas para que os alunos possam de fato colher os benefícios do acesso à internet.
O documento foi produzido pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), pelo Grupo de Mulheres do Brasil (GMB) e pela Organização sem fins lucrativos MegaEdu.
E mostra que as escolas conectadas têm banda larga com velocidade média de 0,39 Mbps por aluno, quando o ideal é ter no mínimo 1 Mbps. “Essa referência de 1 Mbps é capaz de viabilizar a maior parte das atividades escolares, como aquelas que envolvem áudio, vídeo, download, jogos e uso geral”, destaca Raquel Costa, do CIEB.
A velocidade atual de 0,39 Mbps foi obtida com dados do Medidor Educação Conectada, desenvolvido pelo NIC.br para o Ministério da Educação para monitorar a qualidade da Internet da rede pública de ensino básico. O software, gratuito, é utilizado por 49,2 mil das 138,8 mil escolas públicas em atividade no país. Aproximadamente 41 mil registraram velocidade na ferramenta nos últimos 6 meses.
“Metade das escolas públicas possuem até 118 estudantes no maior turno, o que significa que contratar um plano de 100 Mbps é suficiente para atender ao parâmetro de 1 Mbps por estudante no maior turno. No extremo oposto, apenas 10% das escolas contam com mais de 400 estudantes no maior turno e, portanto, necessitam contratar um plano de 400 Mbps ou superior, para garantir a recomendação de velocidade proposta”, complementa Cristieni Castilhos, CEO da MegaEdu, citando informações disponibilizadas na nota.
São parceiras também na elaboração da nota técnica “Qual a velocidade de Internet Ideal para minha escola?”: Intelbras, Sincroniza Educação, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Consórcio de Inovação na Gestão Pública (CIGA), Instituto Cordial, Instituto Articule, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundação Lemann. O documento está disponível na íntegra aqui.